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Política

Bolsonaro diz que sofreu chantagem por indicações de ministros do STF e STJ

Bolsonaro não citou nomes de quem teria feito tais pressões nem apresentou provas sobre elas

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma que sofreu chantagem durante as escolhas de ministros para o STF (Supremo Tribunal Federal) e para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele, porém, não citou nomes de quem teria feito tais pressões nem apresentou provas sobre elas.

“Essas pessoas que o tempo todo ficam: ‘olha o teu futuro, você tem que fazer isso’, ‘eu não quero esse nome no STJ, tem que ser aquele outro'”, disse o presidente, simulando falas de coação que teria ouvido durante as escolhas dos nomes para as cortes.

“Para o Supremo, a pressão que eu sofri. ‘Não quero o André Mendonça’. Mas eu tenho um compromisso com os evangélicos! ‘Ah, mas não quero. Tua família deve aqui’. Chantagem!”, emendou Bolsonaro.

As falas ocorreram em um encontro de pastores evangélicos da CGADB (Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil), na manhã desta quinta-feira (4), em Guarulhos (SP).

O ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato bolsonarista ao Governo de São Paulo, participou do evento, assim como o também ex-ministro Marcos Pontes (PL), candidato ao Senado pela chapa de Tarcísio.

Os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Carla Zambeli (PL-SP) e Marcos Feliciano (PL-SP) também estiveram na solenidade.

O chefe do Executivo federal alegou estar sendo “ameaçado de cadeia quando deixar o governo”.

“E qual é a acusação? A mesma que foi acusada de cometer uma senhora de nome Jeanine Áñez , ex-presidente da Bolívia. Tá presa e condenada a dez anos com acusação de atos antidemocráticos. Alguém lembrou de algum inquérito no Brasil parecido com esse nome?”

“Quantas vezes eu falo para vocês: ‘É muito mais fácil estar do outro lado [que não a Presidência da República’]”, afirmou.

Na segunda (1º), Bolsonaro nomeou os juízes federais de segunda instância Messod Azulay e Paulo Sérgio Domingues para o STJ, impondo derrotas e vitórias individuais a ministros do STF, alvos de seguidos ataques e investidas do mandatário para ampliar sua influência no Judiciário.

As escolhas do presidente representaram reveses aos ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux e conquistas a Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, que têm dado decisões alinhadas ao presidente.
Agora, os dois nomeados por Bolsonaro ao STJ devem ser sabatinados pelo Senado Federal, que precisa aprovar os nomes para que eles tomem posse na segunda corte mais importante do país.

Bolsonaro fez a escolha a partir de uma lista quádrupla votada pelo STJ e enviada ao Palácio do Planalto em maio –os juízes Ney Bello e Fernando Quadros foram preteridos.

O presidente também foi o responsável por nomear Kassio Nunes Marques para o STF, em 2020. Na época, Bolsonaro dizia que iria indicar alguém “terrivelmente evangélico” para o cargo que vagou com a aposentadoria do então ministro Celso de Mello. A proposta, porém, não se confirmou, já que Kassio é católico.

Na sequência, em 2021, Bolsonaro indicou o evangélico e ex-ministro da Justiça André Mendonça para outra vaga no STF, no lugar do magistrado Marco Aurélio Mello.

Por Folhapress

 

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Política

TCU condena Deltan a devolver mais de R$ 2,8 milhões gastos na Lava Jato

A decisão do TCU foi unânime.

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A 2ª Câmara do TCU (Tribunal de Contas da União) determinou nesta terça-feira (9) que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e os ex-procuradores Deltan Dallagnol e João Vicente Beraldo Romão, da Lava Jato, devolvam mais de R$ 2,8 milhões ao erário por gastos realizados durante a operação.

Por Folhapress

 

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Política

Opinião – Senado: André, 10,4%; Teresa, 9,6%; Guilherme, 8,3%; Gilson, 6,3%; Carlos, 1,1%

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Na corrida para o Senado em Pernambuco, os dados da pesquisa do Opinião em parceria com o blog do Magno, revelam que o candidato André de Paula (PSD), da chapa de Marília Arraes, postulante ao Governo do Estado pelo Solidariedade, aparece na liderança com 10,4%, seguido por Teresa Leitão, do PT e integrante da chapa de Danilo Cabral (PSB), com 9,6%, Guilherme Coelho (PSDB), da chapa de Raquel Lyra, com 8,3%, e Gilson Machado (PL), candidato da chapa de Anderson Ferreira (PL), com 6,3%. O candidato a senador na chapa de Miguel Coelho, advogado Carlos Andrade Lima (União Brasil), pontuou apenas 1,1%.

Ainda pontuaram Roberta Rita (PCO), com 1,3%, Dayse Medeiros (PSTU), com 0,7%, Teio Ramos (PMB), com 0,6%, e Eugênia Lima (PSOL), com 0,5%. Brancos e nulos somam 19,7% e indecisos passam de 40%, chegando precisamente a 41,6%.

Na espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome preferido do candidato sem o auxílio da lista, Gilson aparece na frente com 2,5%, Teresa é a segunda com 1,8% e André vem em terceiro, com 1,5%. Guilherme Coelho aparece com 0,7% e Carlos Andrade Lima com 0,1%.

No quesito rejeição, André de Paula lidera. Entre os que foram entrevistados, 5,3% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida vem Teresa Leitão, com 5,2%, Gilson Machado, com 3%, Guilherme Coelho, com 2,5% e Carlos Andrade Lima, com 1,3%.

A pesquisa foi a campo entre os dias 5 e 7 últimos, sendo aplicados dois mil questionários presencialmente em 80 municípios das mais diversas regiões do Estado.

O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. A pesquisa está registrada sob os protocolos BR-02516/2022 e PE-01429/2022.

Estratificando por região, os números são os seguintes: André de Paula – Região Metropolitana (7,1%), Zona da Mata (3,7%), Agreste (4,4%), Sertão (4,4%) e São Francisco (1,5%). Teresa Leitão: Metropolitana (5,4%), Zona da Mata (3,7%), Agreste (6%), Sertão (2,6%) e São Francisco (8,4%). Gilson Machado: Metropolitana (3%), Zona da Mata (2%), Agreste (3,8%), Sertão (3,1%) e São Francisco (1,5%). Guilherme Coelho: Metropolitana (3%), Zona da Mata (2%), Agreste (0,8%), Sertão (4,8%) e São Francisco (3,8%). Carlos Andrade Lima: Metropolitana (1,3%), Zona da Mata (1,7%), Agreste (0,8%), Sertão (1,3%) e São Francisco (1,5%).

Do Blog do Magno Martins

 

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Política

Carta pela democracia é oficialmente manifesto pró-Lula, diz Ciro Nogueira

“Esses manifestos são uma narrativa para tirar o foco do crescimento do país, da deflação, da geração de empregos. Isso, sim, são coisas que dizem respeito à vida das pessoas”, diz o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

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A campanha de Jair Bolsonaro (PL) acredita que poderá repetir com a Carta aos Brasileiros a estratégia usada em 2018 contra o movimento “Ele Não”. Na época, a ação de mulheres foi chamada de elitista e ajudou a energizar a base conservadora do então candidato.

“Esses manifestos são uma narrativa para tirar o foco do crescimento do país, da deflação, da geração de empregos. Isso, sim, são coisas que dizem respeito à vida das pessoas”, diz o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Para o ministro, o fato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter assinado o documento demonstra de forma cabal seu caráter político. “O que a gente já sabia agora é oficial: nada mais é do que um manifesto pró-Lula”, afirma.

Por Folhapress

 

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