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Brasil registra menor índice de analfabetismo da história com políticas educacionais eficazes

O Brasil alcançou o menor percentual de analfabetismo desde 2016, com 4,9% da população não alfabetizada, refletindo ações do Ministério da Educação. O ministro...

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, revelou que o Brasil possui 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas com 15 anos ou mais, o que representa 4,9% da população. Este é o menor percentual registrado desde o início da série histórica em 2016.

Durante um evento no Ceará, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, celebrou os resultados, afirmando que, pela primeira vez, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no país, conforme apontado pela Unesco. Ele destacou que o Brasil está avançando em direção à erradicação do analfabetismo, após 526 anos de busca por esse objetivo.

Barchini atribuiu a redução do analfabetismo às políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), que se intensificaram a partir de 2023. Esse esforço visa reverter um cenário que persistia desde 2019, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. O ministro informou que no ano anterior foram registradas 40 mil matrículas a mais em comparação com anos anteriores, refletindo diretamente na queda dos índices de analfabetismo.

Três indicadores educacionais mostraram melhorias simultâneas e inéditas, conforme elencou o ministro: houve uma redução de 61% no abandono escolar desde 2022, uma diminuição de 62% na reprovação em todo o território nacional e uma queda de 28% na distorção idade-série, ou seja, o número de alunos fora da idade adequada para a série que cursam.

Barchini enfatizou que esses avanços ocorreram sem comprometer a qualidade da educação. Ele também mencionou outras iniciativas federais implementadas desde 2023, como a expansão das escolas em tempo integral e a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas, que visa garantir acesso à internet em todas as escolas. O ministro destacou que a complementação da União no Fundeb foi aumentada em mais de R$ 40 bilhões, resultando no maior orçamento da história do Ministério da Educação.

O programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, foi apontado como um dos principais fatores para a melhoria dos índices educacionais. Este programa visa incentivar financeiramente estudantes do ensino médio público, promovendo maior frequência e atenção dos jovens nas aulas.

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