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Brasileiros Temem Ações dos EUA Semelhantes às da Venezuela, Aponta Genial/Quaest

Pesquisa revela que 58% da população brasileira receia intervenção americana e maioria desaprova postura do governo Lula diante da crise.

Pesquisa Genial/Quaest indica que 58% dos brasileiros temem ações dos EUA contra o Brasil, similares às da Venezuela. Maioria prefere neutralidade e critica reação de Lula.

Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada recentemente, revelou que a maioria dos brasileiros nutre receios significativos em relação às ações dos Estados Unidos na América Latina. O levantamento apontou que 58% da população brasileira teme que os EUA possam replicar no Brasil medidas semelhantes às implementadas na Venezuela.

Esse temor surge após a recente ordem de Donald Trump para uma invasão ao país vizinho, que culminou no bombardeio de Caracas e na captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas.

A pesquisa aprofundou-se na percepção da população sobre a intervenção americana e a subsequente reação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A grande maioria dos entrevistados, 66%, defende que o Brasil mantenha uma postura de neutralidade em relação à disputa entre Washington e Caracas.

Apenas 18% apoiam as ações dos EUA, enquanto 10% se posicionam contra elas.

Horas após os ataques, o presidente Lula utilizou suas redes sociais para repudiar veementemente a incursão, classificando-a como uma transgressão de uma “linha inaceitável”. Ele alertou que atacar países em violação do direito internacional abre precedentes perigosos, podendo levar a um “mundo de violência, caos e instabilidade”, onde a “lei do mais forte” prevalece. A condenação, segundo Lula, é consistente com a posição histórica do Brasil em cenários de conflito internacional. Dias depois, a retórica brasileira escalou, com o representante do Brasil na OEA, Benoni Belli, referindo-se à captura de Maduro como um “sequestro”.

Percepção da Reação Governamental e Impacto Político

A postura de Lula diante da crise foi um ponto central da pesquisa, realizada entre 8 e 11 de janeiro, já após as manifestações iniciais do governo. Para 51% dos entrevistados, a reação do presidente foi considerada errada, em contraste com os 37% que a julgaram correta.

A análise por perfil político revelou divergências marcantes: 72% dos eleitores de esquerda não lulista aprovaram a postura, enquanto 82% dos eleitores de direita não bolsonarista a desaprovaram.

O levantamento também investigou o potencial impacto da crise na decisão de voto dos brasileiros nas próximas eleições. Cerca de 24% dos entrevistados afirmaram que a postura de Lula influencia sua escolha, sendo que 17% se inclinam para a oposição devido a isso, e 7% reforçam sua preferência pelo petista.

A maioria esmagadora, 71%, declarou que o episódio não alterará seu voto. Curiosamente, apesar da repercussão, 24% da amostra desconheciam a notícia da prisão de Nicolás Maduro.

Sobre a ação militar em si, 46% a aprovaram e 50% consideraram aceitável interferir para prender um ditador.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 brasileiros presencialmente, com idade igual ou superior a 16 anos, e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os resultados sublinham a complexidade da opinião pública brasileira sobre questões de soberania, intervenção internacional e a política externa de seu próprio governo.

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