O programa Desenrola da Caixa Econômica Federal já efetivou a renegociação de R$ 5,5 bilhões em dívidas. Desse montante, R$ 460,66 milhões são referentes ao Desenrola Famílias, enquanto R$ 2 bilhões correspondem ao Desenrola Empresas. Além disso, mais de R$ 3 bilhões foram renegociados no âmbito do Desenrola Fies. No Desenrola Rural, o total renegociado já ultrapassa R$ 3,5 milhões.
Os contratos que podem ser incluídos neste programa são aqueles firmados até 31 de janeiro de 2026, que apresentam atrasos entre 91 e 720 dias. Essa medida surge em um contexto onde a inadimplência e o endividamento têm apresentado um crescimento significativo em 2026.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a situação financeira das famílias se deteriorou. Em maio, 81,6% das famílias estavam endividadas, o que representa um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e de 3,4% em comparação com maio de 2025.
O nível de inadimplência, que indica a proporção de famílias com dívidas em atraso, também subiu ligeiramente. Em maio, esse índice atingiu 29,9%, com um aumento de 0,2% em relação ao mês anterior e 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. As projeções da CNC para os próximos meses indicam que essa tendência de crescimento no endividamento e nas contas em atraso deve persistir.
Apesar da escalada na inadimplência, a Confederação Nacional do Comércio acredita que o Desenrola 2.0, lançado em maio, pode trazer um efeito positivo sobre a situação financeira dos brasileiros. A expectativa é que o novo programa consiga repetir a desaceleração dos indicadores de endividamento observada na primeira versão do programa, que foi implementada em 2023.