RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Canetinha da EMS com Insumos Chineses Contradiz Publicidade de Nacionalidade

A canetinha emagrecedora da EMS, anunciada como '100% brasileira', utiliza insumos da China, conforme validação da Anvisa. A empresa obteve autorização para a semaglutida...
Foto: Divulgação

A canetinha emagrecedora, promovida pela EMS como "100% brasileira", terá insumos provenientes da China. No dia 25 de maio, a Anvisa emitiu a Carta de Adequação de Dossiê de Insumo Farmacêutico Ativo (Cadifa) a pedido da EMS, validando a semaglutida do laboratório Sinopep-Allsino Biopharmaceutical.

No dia seguinte, a Anvisa regularizou o registro do Ozivy, a caneta de semaglutida da EMS. Essa ação demonstra que a EMS solicitou e recebeu da Anvisa a certificação dos peptídeos fundamentais para a produção de suas canetinhas. A movimentação da empresa com a Anvisa gera contradições em relação à divulgação que tem sido feita sobre a Ozivy e as canetas de liraglutida já disponíveis, como a Olire e a Lirux.

A EMS tem enfatizado em suas comunicações que estas canetas são resultado da "produção nacional". O discurso foi reforçado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, em um vídeo postado nas redes sociais no mesmo dia da aprovação da Anvisa à Ozivy, afirmou que a caneta era "100% brasileira".

No entanto, essa afirmação é contestada por relatórios da EMS que indicam que as moléculas de liraglutida e semaglutida provêm de um laboratório na Sérvia, que é controlado pela empresa. Tais documentos não mencionam qualquer movimento da EMS para a liberação de importação dos peptídeos fabricados na China.

A necessidade de insumos da China sugere um possível gargalo no fornecimento via Leste Europeu. Em resposta, a EMS esclareceu que a existência de um fabricante alternativo proporciona maior segurança na cadeia de suprimentos, minimizando riscos de desabastecimento e garantindo a continuidade da oferta de medicamentos para a população.

A EMS destacou que, de acordo com a regulamentação da Anvisa, um mesmo medicamento pode ser fabricado por diferentes fornecedores. A utilização de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) de fabricantes internacionais é uma característica estrutural da indústria farmacêutica global. Estima-se que cerca de 97% dos IFAs usados na fabricação de medicamentos no Brasil sejam de origem estrangeira.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.