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Cultura

Cantor Sérgio Reis é internado e faz cirurgia no coração

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Com shows adiados, o sertanejo está no Sírio Libanês, em São Paulo, mas se recupera bem

cantor Sérgio Reis, de 78 anos, foi submetido a uma cirurgia no coração e cancelou a agenda de shows que faria esta semana. O procedimento médico ocorreu na última sexta-feira (3), em São Paulo, e a notícia foi divulgada nesta quinta (9) pela assessoria da Churrascaria Carretão Trevo, em Contagem (MG), onde ele faria uma apresentação.

Ainda de acordo com a nota, Reis ainda está internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, mas se recupera bem. Ele inclusive enviou uma mensagem aos fãs que o assistiriam na Churrascaria Carretão.

“Estou me cuidando, vou sair daqui bom. E vocês fiquem com seus ingressos, porque eu não posso deixar de cantar para vocês. Dane-se a saúde, mas eu não posso morrer. Dia 9 de agosto não vai ter, mas logo eu vou fazer um show bem gostoso para vocês”, afirmou o músico.

Por Notícias ao minuto

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Cultura

Wagner Moura diz a Boulos que lançará Marighella em ocupação do MTST

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O longa foi aplaudido no fim da sessão em que foi exibido no Festival de Berlim, na quinta (14)

MÔNICA BERGAMO – O filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura, terá a sua primeira exibição no Brasil em uma ocupação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

A informação foi confirmada pelo coordenador do MTST, Guilherme Boulos, em uma rede social. “Vai ser histórico!”, afirmou o ex-candidato à Presidência da República pelo PSOL.

A cinebiografia do guerrilheiro de esquerda Carlos Marighella, morto pela ditadura em 1969, marca a estreia de Moura na direção. A obra é inspirada em um livro escrito pelo jornalista Mário Magalhães.

O longa foi aplaudido no fim da sessão em que foi exibido no Festival de Berlim, na quinta (14), que ainda contou com gritos de “Ele Não” e “Lula Livre” ditos pelo público do cinema.

“O filme é uma manifestação de claro enfrentamento à mediocridade”, disse o diretor à Folha de S.Paulo, antes do festival, referindo-se à situação política do país pós-impeachment de Dilma. A obra foi rodada no começo do ano passado, ainda antes da eleição de Bolsonaro. Com informações da Folhapress. 

POR MÔNICA BERGAMO, PARA FOLHAPRESS

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Cultura

Academia volta atrás e exibirá todas as categorias do Oscar na TV

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As que seriam cortadas eram fotografia, montagem, melhor curta-metragem e maquiagem

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, instituição que promove o Oscar, recuou após a controversa decisão de excluir quatro categorias do prêmio da transmissão pela TV – elas seriam exibidas durante os intervalos comerciais. A informação é do site Deadline. 

As categorias que seriam cortadas eram fotografia, montagem, melhor curta-metragem e maquiagem. A ideia, de acordo com a imprensa especializada, era diminuir a duração para três horas.

Com o recuo, a premiação volta ao formato tradicional -e aos mais de 180 minutos de duração.

Críticos, entre eles atores e diretores, dizem que a medida representaria uma desvalorização dessas categorias.

Outra decisão controversa da Academia, depois abandonada, foi a de incluir a categoria de melhor filme popular.

A premiação do Oscar acontece no dia 24 de fevereiro.

Por Folhapress

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Cultura

‘Minha Fama de Mau’ apresenta canções e homenageia Erasmo

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Cinebiografia do artista é focada nos anos 1960 e no sucesso da Jovem Guarda

IVAN FINOTTI – FOLHAPRESS – A molecada de 1985 não entendeu por que Erasmo Carlos estava escalado para o dia de abertura do Rock in Rio, ao lado de bandas como Whitesnake, Iron Maiden e Queen. A reação foi impiedosa: vestido de couro e com tachinhas, Erasmo foi bastante vaiado pelos metaleiros.

É que a juventude dos anos 1980 não conhecia a história que está contada em “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do artista focada nos anos 1960 e no sucesso da Jovem Guarda. Os metaleiros, afinal, iam gostar de saber que o jovem Erasmo escutava Elvis Presley nos intervalos de pequenos golpes criminosos, como furtos de canos em residências abandonadas ou de discos de rock nas lojas da Tijuca, na zona norte do Rio.

Naquela virada dos anos 1950 para os 1960, ele fazia parte de uma turma cujo líder era Tião Maia, que logo ficaria conhecido como Tim. A primeira parte do filme mostra a luta de Erasmo para se inserir no meio musical carioca. Consegue ao se aproximar de Carlos Imperial, radialista e produtor que mandava e desmandava na fábrica de sucessos da época.

Um de seus artistas era Roberto Carlos, que aparece pela primeira vez no filme em um momento curiosos: tocando canções de bossa nova, que renderam alguns compactos e um LP, “Louco Por Você”, lançado em 1961 com sete canções e/ou versões assinadas por Imperial. Esse disco é um mistério para os fãs: nunca foi relançado comercialmente.

O encontro entre os dois é o início da Jovem Guarda como movimento. A versão de Erasmo Carlos para “Splish Splash”, de Bobby Darin, e a criação, com Roberto, de “Parei na Contramão” estão no segundo LP de Roberto Carlos, de 1963. Elas inauguram a carreira do rei como a conhecemos hoje e da dupla de compositores mais famosa do país.

Erasmo lançou depois a música título do filme, o que o credenciou para a televisão ao lado de Wanderléa e Roberto no programa “Jovem Guarda”. Tudo isso está contado na primeira parte do filme. A dupla de atores Chay Suede e Gabriel Leone, egressa de telenovelas da Globo, cumpre bem o seu papel, assim como a Wanderléa feita por Malu Rodrigues.

O diretor Lui Farias, de “Com Licença, Eu Vou à Luta” (1985), é filho de Roberto Farias, que nos anos 1960 dirigiu três filmes com Roberto Carlos, sendo dois deles com Erasmo: “O Diamante Cor-de-Rosa” (1970) e “A 300 Quilômetros por Hora” (1971).

Aqui, ele opta por um ritmo leve, em sintonia com o movimento que retrata, e pela metalinguagem. Em diversos momentos, a cena vira uma história em quadrinhos, por exemplo. Em outras, o ator fala diretamente para a câmera/espectador, enquanto a vida se desenrola normalmente atrás dele.

Na segunda parte do filme, Erasmo é um sucesso nacional, perseguido por cocotas e criticado por puristas da MPB. O momento dramático acontece quando Erasmo é apontado como o único verdadeiro compositor das canções da dupla, e Roberto se sente passado para trás.

Esse caso realmente aconteceu e, nos discos de 1966 e 1967, Roberto lançou sucessos compostos apenas por ele, como “Querem Acabar Comigo”, “Namoradinha de um Amigo Meu”, “Por Isso Corro Demais” e “Quando”.

A dupla logo reatou e seria feliz para sempre, mas aqui o filme comete uma licença histórica e mostra Roberto se desculpando ao presentear Erasmo com uma canção: “Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada…”

Essa canção, na verdade, foi composta dez anos mais tarde e está no disco de Roberto de 1977. Funciona bem, entretanto, como o momento de reconciliação no filme.

No mais, “Minha Fama de Mau” tem um mérito precioso: o de apresentar canções de Erasmo. Além da música título, o artista emplacou diversos hits nos anos 1960, como “Festa de Arromba” e “A Pescaria” e depois encontraria sua própria voz em canções mais profundas, como “Sentado à Beira do Caminho” (1969).

Infelizmente, a delicada e altamente desconhecida produção de Erasmo nos anos 1970 é ignorada no filme. Assim como suas pazes com o sucesso ao lançar canções mais pop nos 1980. Seja como for, a homenagem é justa.

MINHA FAMA DE MAU

Quando: estreia nesta quinta (14)

Classificação: 12 anos

Elenco: Chay Suede, Gabriel Leone, Malu Rodrigues

Produção: Brasil, 2019

Direção: Lui Farias

Avaliação: bom

Por Folhapress

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