Nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, a Casas Bahia, uma das maiores redes de varejo do Brasil, tomou a decisão de fechar cerca de 300 de suas unidades, resultando no desligamento de aproximadamente 2 mil funcionários em todo o País. Essa ação representa uma redução de 28,7% do total de lojas da rede, que contava com mais de mil pontos de venda antes dos cortes.
As demissões, que correspondem a cerca de 6,7% do total de colaboradores, incluem 600 desligamentos ocorridos na quinta-feira, com uma previsão de 1,3 mil a 1,4 mil demissões a serem efetivadas na sexta-feira. O total de demitidos pode chegar a 3 mil funcionários, o que evidencia a gravidade da reestruturação.
A medida foi motivada por uma série de resultados financeiros negativos. No primeiro trimestre de 2026, a empresa registrou um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão, seguindo um fechamento do ano anterior com um déficit consolidado de R$ 3 bilhões. Essa situação financeira crítica levou a empresa a adotar uma postura mais agressiva em relação à redução de custos.
Historicamente, a companhia realizava cortes muito mais moderados, com uma média de 20 a 30 lojas fechadas por ano. A nova estratégia visa não apenas conter as perdas acumuladas, mas também acelerar a transição para operações digitais. No primeiro trimestre, as vendas digitais de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas nas lojas físicas apresentaram uma queda de 1,8%.
A receita bruta consolidada da Casas Bahia avançou 6,4%, alcançando R$ 8,8 bilhões, com uma margem bruta de 30,3%. Além disso, a companhia procura otimizar seu fluxo de caixa, implementando prazos de pagamento mais longos. Até o momento, não houve uma manifestação oficial da empresa sobre as demissões e fechamentos.
Os desdobramentos dessa reestruturação e seus impactos no mercado e nas comunidades onde a rede atua ainda devem ser acompanhados, uma vez que mudanças dessa magnitude podem afetar não apenas os colaboradores, mas também a dinâmica do varejo no Brasil.