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caso quebra polarização entre esquerda e direita. Entenda

A morte do cão comunitário Orelha, agredido a pauladas na Praia Brava, em Florianópolis (SC), tornou-se um raro ponto de convergência no debate público brasileiro. A brutalidade do crime e os desdobramentos da investigação provocaram indignação que está atravessando diferenças políticas. Em uma luta por justiça, o caso uniu esquerda e direita nas redes sociais.

O cachorro Orelha vivia havia cerca de dez anos na região e era cuidado por moradores e frequentadores do bairro. Encontrado agonizando no dia 15 de janeiro, o animal foi levado a um hospital veterinário, mas precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Ao menos quatro adolescentes são apontados como suspeitos das agressões.

As investigações avançaram nesta semana, após uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a maus-tratos e coação no curso do processo. Além dos adolescentes, três adultos — familiares dos suspeitos — foram indiciados por coagir testemunhas. Dois dos jovens investigados estão nos Estados Unidos e devem prestar depoimento nos próximos dias.

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Orelha foi agredido por adolescentes

Reprodução/Redes sociais

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Orelha morava em Praia Brava

Reprodução/Redes sociais

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Orelha morreu após ser espancado

Reprodução/Redes sociais

 

Nas redes sociais, a reação ao caso rompeu a lógica da polarização. Parlamentares alinhados à direita adotaram um discurso de punição e responsabilização.

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) pediu ajuda para localizar testemunhas e ampliar o alcance das denúncias. Já o parlamentar Mário Frias (PL-SP) associou o episódio ao debate sobre maioridade penal e afirmou que “chega de impunidade”, defendendo que crimes precisam ter consequências.

O deputado Delegado Bruno Lima (PP-SP) destacou o vínculo afetivo entre o cão e a comunidade. “Orelha era da comunidade, era de todos”, escreveu, ao declarar apoio às manifestações realizadas na Praia Brava e cobrar punição aos agressores.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também se pronunciou, afirmando que a operação policial foi além dos atos atribuídos aos adolescentes e apura crimes como coação e ameaça. Em vídeo, disse que a repercussão nacional do caso mostra que a sociedade não aceita mais a crueldade contra animais.

O outro lado

No campo da esquerda, as manifestações tiveram tom igualmente firme.

A deputada Érika Hilton (PSOL-SP) diz acompanhar os desdobramentos da investigação e alertou para o risco de proteção aos responsáveis por influência econômica.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) classificou a morte de Orelha como “totalmente revoltante” e relembrou sua atuação para endurecer as penas por maus-tratos a cães e gatos. Para o parlamentar, a lei não pode servir de abrigo para a crueldade.

A primeira-dama Janja Lula da Silva também se manifestou publicamente. Em um texto publicado no Instagram, ela afirmou que o caso vai além de um episódio isolado e funciona como alerta sobre a banalização da violência, a falta de limites e a impunidade. Janja destacou que Orelha era um animal indefeso, cuidado pela comunidade, e se solidarizou com os moradores que cobram justiça.

A comoção se espalhou pelas redes sociais, com a hashtag #JustiçaPorOrelha, que já reúne milhares de publicações. Organizações e associações locais ressaltaram o papel afetivo do cão na vida do bairro e reacenderam o debate sobre a proteção de animais comunitários e a responsabilização em casos de maus-tratos.

Fonte: Metropole

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