Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado debaterá os desafios da pesquisa brasileira sobre lesão medular e a aplicação da polilaminina.
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado receberá a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio para debater os entraves da pesquisa em lesão medular e a polilaminina.
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o requerimento para receber em audiência pública a renomada pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Reconhecida por seu trabalho inovador na recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, a cientista terá a oportunidade de apresentar os avanços de sua pesquisa e os desafios enfrentados no cenário científico brasileiro.
O convite à professora Tatiana foi proposto pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ) através do Requerimento (REQ 1/2026 – CCT). Em sua justificativa, Portinho destacou a longa dedicação da pesquisadora ao estudo da polilaminina, uma substância que tem demonstrado resultados promissores quando aplicada em casos de lesão medular. Atualmente, a pesquisa aguarda avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas enfrenta obstáculos significativos.
Desafios na Pesquisa Científica Nacional
O senador Portinho expressou preocupação com os entraves estruturais que dificultam o avanço de pesquisas de ponta no Brasil. Ele citou a “burocracia excessiva, a lentidão nos processos regulatórios, o subfinanciamento das universidades públicas, as limitações legais para uso compassivo do medicamento e as dificuldades inerentes à interlocução entre a ciência, setor produtivo e Estado” como barreiras que precisam ser superadas para que a inovação científica possa prosperar e beneficiar a sociedade.
A importância da audiência pública foi corroborada por outros parlamentares. O senador Flávio Arns (PSB-PR) saudou a conquista da pesquisadora e ressaltou a demanda do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, por “recursos perenes” para a área de ciência e tecnologia.
Arns enfatizou que a audiência servirá para “colocar o holofote sobre uma referência nacional e internacional nessa área”, além de discutir o andamento e os desafios da pesquisa.
De forma similar, o senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para a precária situação financeira que muitos pesquisadores brasileiros enfrentam. “Muitos pesquisadores estão com dificuldade de tocar sua pesquisa em termos econômicos, muitos deles bancando com o próprio bolso a pesquisa.
Então, é triste isso no país”, lamentou o senador, reforçando a urgência de um debate aprofundado sobre o tema. A audiência pública promete ser um palco para discutir soluções e impulsionar o apoio à ciência nacional, fundamental para o desenvolvimento e a saúde pública.


