A divisão da direita em vários estados pode criar um ambiente propício para que a esquerda obtenha resultados positivos nas eleições ao Senado de 2026. Essa análise foi feita por um importante membro do PT, que observou que, enquanto a direita enfrenta desorganização, a esquerda se apresenta de forma mais coesa.
Um exemplo destacado é o Rio de Janeiro, onde a direita ainda não definiu um segundo nome para a disputa ao Senado, após a desistência do ex-governador Cláudio Castro. O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora se vê em uma encruzilhada ao ter que escolher entre o deputado federal Carlos Jordy e o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
Em contrapartida, o PT conta com a deputada federal Benedita da Silva, que está em uma posição favorável nas pesquisas para o Senado. De acordo com levantamento da Paraná Pesquisas, realizado em 4 de junho, Benedita varia entre 34,2% e 35,9% das intenções de voto, consolidando-se como forte candidata na disputa.
Minas Gerais também é um estado considerado estratégico, onde a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, é a aposta do PT. A ex-prefeita lidera as intenções de voto com 22%, conforme pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada em maio.
Além das candidaturas do PT, a sigla também acredita que poderá eleger candidatos de partidos aliados, como a ex-ministra Simone Tebet, que deve concorrer ao Senado por São Paulo. O cacique petista acredita que a legenda pode conseguir eleger entre oito e dez novos senadores nas eleições de outubro de 2026, quando 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa.