Centrão se divide, vira página sobre Tarcísio e testa candidatura alternativa na direita

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Partidos como PSD, União Brasil, PP e Republicanos buscam nome próprio para 2026, afastando-se de Tarcísio de Freitas e resistindo a Flávio Bolsonaro.

O Centrão se reorganiza para 2026, afastando-se de Tarcísio de Freitas e buscando uma candidatura própria na direita, resistindo a Flávio Bolsonaro.

O Centrão, antes um entusiasta da candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos), agora se conforma com sua permanência em São Paulo para buscar a reeleição. Partidos como PSD, União Brasil, PP e Republicanos, após um período de aceitação, admitem a irreversibilidade da presença de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Planalto em 2026.

Contudo, essa constatação não se traduz em apoio automático ao filho do ex-presidente; pelo contrário, impulsiona a busca por uma alternativa na direita.

O PSD foi um dos primeiros a virar a página sobre Tarcísio, sinalizando sua nova estratégia com a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) em 27 de fevereiro. Caiado, que já manifestou intenção de concorrer à Presidência, garante ao partido um nome próprio na corrida eleitoral. A decisão do PSD parte da premissa de que Tarcísio não será candidato ao Planalto, com o objetivo declarado de desidratar a candidatura de Flávio Bolsonaro e tentar chegar ao segundo turno. Em caso de insucesso, a tendência interna aponta para a neutralidade, repetindo o cenário da eleição anterior.

Estratégias e Divisões no Centrão

A federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, também já não considera Tarcísio em sua equação nacional. A aliança tem resistido às investidas de Flávio Bolsonaro por um apoio no primeiro turno, optando por concentrar esforços na montagem de chapas estaduais e adiar a decisão sobre o posicionamento nacional para abril.

Embora a neutralidade seja a tendência majoritária, o apoio a Flávio é visto como a opção mais remota, dada a necessidade de evitar dificuldades eleitorais em estados com forte voto lulista, especialmente no Nordeste.

O Republicanos, partido de Tarcísio, igualmente inclina-se à neutralidade na disputa presidencial, apesar de o governador ter declarado apoio a Flávio Bolsonaro. A cúpula da sigla já defendia a permanência de Tarcísio em São Paulo, considerando a reeleição mais segura do que uma arriscada aventura nacional.

Há, contudo, chances de negociação com o PSD para fortalecer uma espécie de terceira via que não comprometa as eleições estaduais.

No MDB, a avaliação é similar: Tarcísio deve buscar a reeleição. O partido, apesar de sua proximidade com o governo Lula, através de três ministérios, estuda manter a neutralidade, com o apoio a Flávio sendo considerado improvável.

O Solidariedade, que formou federação com o PRD, também descarta Tarcísio e tende a liberar seus filiados para apoiar quem desejarem na eleição presidencial, refletindo a pulverização de candidaturas de direita, o que, para o governo Lula, seria um cenário favorável.

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