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Ciclistas se mobilizam em Brasília por mais segurança após acidentes fatais

Atletas realizam protesto no Guará, em Brasília, exigindo melhorias nas condições de segurança para ciclistas, após morte e tentativa de atropelamento de colegas....

Cinquenta ciclistas se reuniram neste sábado (4/7) para um ato de protesto no Guará, em Brasília (DF), em resposta ao crescente número de acidentes envolvendo ciclistas na região. O movimento ocorreu das 10h às 12h e teve como foco chamar a atenção para a segurança no trânsito, especialmente após a morte de Ricardo Vieira Dias e o quase atropelamento de Kalyu Mendes Santos.

Durante o evento, os participantes expressaram suas reivindicações com faixas e gritos, clamando por mais segurança e justiça. Entre as mensagens destacadas estavam: “menos carros, mais bicicletas”; “menos motor”; “mais adrenalina, menos gasolina”; “mais paciência, menos violência” e “de bike não tem bafômetro”.

Ricardo Vieira Dias, de 49 anos, perdeu a vida após ser atingido por um ônibus na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) na tarde de quarta-feira (1º/7). A família do ciclista, que também é composta por praticantes do esporte, compareceu ao protesto em homenagem a ele. Já Kalyu Mendes Santos foi alvo de uma tentativa de atropelamento enquanto treinava na Avenida Contorno do Guará, no dia 29/6, por um motorista de um VW Gol branco. O incidente ocorreu durante uma briga de trânsito, mas Kalyu não pôde participar do ato, embora seus amigos afirmem que ele está em busca de justiça.

No protesto, Zélú, um ciclista de 24 anos e artista visual, também compartilhou sua experiência. Ele sofreu um acidente em fevereiro deste ano, quando foi atropelado na Asa Norte, e ainda lida com as consequências físicas da colisão. Para ele, o aumento da insegurança no trânsito é evidente, e muitos ciclistas enfrentam situações perigosas diariamente. "Está muito difícil pedalar. Fui atropelado porque a motorista não me deu preferência em uma rotatória", relatou.

Zélú destacou que muitas ciclovias em Brasília não oferecem saídas adequadas, forçando os ciclistas a utilizarem as ruas, algumas vezes na contramão. Isso aumenta o risco de acidentes, especialmente quando motoristas distraídos, como os que usam o celular, estão ao volante.

Os ciclistas presentes no protesto concordaram que os casos de atropelamento não devem ser tratados apenas como acidentes, mas sim como tentativas de homicídio. Eles mencionaram que alguns motoristas aceleram ao perceber a presença de ciclistas na via.

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