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Saúde

Cinco motivos para beber água assim que acorda

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Pode parecer um hábito extremamente simples, mas beber água logo ao acordar acarreta inúmeros benefícios para a saúde

Não é à toa que grandes executivos e profissionais de sucesso seguem à risca esse hábito. Kat Cole, presidente da empresa Focus Brands, acorda todos os dias às 5h da manhã e bebe 700 ml de água. Arianna Huffington, fundadora do Huffington Post, e Brad Lande, executivo da Birchbox, afirmam que assim que acordam bebem um copo de água quente com limão. Talvez se esteja a perguntar: ‘por que escolhem beber água em vez de café’?

O site Business Insider perguntou à nutricionista Rania Batayneh quais os potenciais benefícios de beber água em jejum. Veja os cinco que se destacam:

1. Ajuda a reidratar o corpo

As seis a oito horas recomendadas de sono são um longo período de tempo sem nenhum consumo de líquidos. Por isso, beber um ou dois copos de água assim que acorda é uma boa forma de reidratar o corpo. “A maioria das pessoas bebe café assim que acorda”, afirma Batayneh. “Apesar de ser uma boa fonte de antioxidantes, a bebida também tem o poder de desidratar. Pode compensar esse efeito bebendo água”. 

2. Mantém a mente alerta

“Um dos maiores indicadores de que está desidratado é a sensação de letargia e de pouca energia”, diz Batayneh. “Como a água ajuda na regulação das funções cerebrais, também está relacionada ao equilíbrio do nosso humor”. Após um longo período sem água ou sem comida, a primeira coisa que consome de manhã pode ser um verdadeiro choque para o corpo. Se beber água gelada, vai fazer com que o organismo trabalhe mais, o que “pode aumentar o seu estado de alerta e energia”, explica a nutricionista.

3. Dá energia ao cérebro

Quando se trata de produtividade, a hidratação é crucial. O cérebro humano é maioritariamente composto (73%) por água, afirma Batayneh, e por isso estar hidratado é essencial para manter um nível ótimo de atividade cerebral. Obviamente trata-se de um processo que tem de suster ao longo de todo o dia, mas começar com um copo de água assim que acorda é um passo na direção certa. “A manhã dá o tom para o resto do dia”, diz a nutricionista. “Se está se sentindo lento, isso irá refletir-se na sua produtividade no trabalho e até no nível de energia que terá à noite”.

4. Ajuda a combater doenças

Enquanto dorme, o corpo está em um estado de regeneração e de recuperação, afirma Batayneh. Nesse período, o sistema imunológico trabalha com o intuito de livrar o corpo das toxinas — e beber água ao acordar, acelera o processo de expulsão. Além do cérebro, a maior parte do corpo é constituída de água. 

5. Inicia o metabolismo

As proteínas e hidratos de carbono essenciais que consome diariamente são metabolizadas e transportadas através da água presente no corpo. Ter uma quantidade suficiente de água no organismo ajuda a acelerar o metabolismo, sublinha Batayneh, e pode até ajudar a manter a dieta. “Quando não está adequadamente hidratado, pode mais facilmente confundir sede com fome, o que o levará a comer mais”. 

Por Notícias ao Minuto

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Saúde

Com mais 80 casos da Covid-19 e 16 óbitos, Pernambuco totaliza 145.096 infectados e 8.190 mortes

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Com mais 80 casos da Covid-19 e 16 óbitos registrados nesta segunda-feira (28), Pernambuco passou a somar 145.096 pessoas infectadas e 8.190 mortes provocadas pela doença causada pelo novo coronavírus. Esses números começaram a ser contabilizados no início da pandemia, em março.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram registrados, nesta segunda-feira (28), 13 pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 67 pessoas com sintomas leves da Covid-19, sem necessidade de internamento hospitalar. Com isso, Pernambuco totalizou 26.235 casos graves e 118.861 quadros leves da doença.

Com relação às 16 mortes, oito ocorreram em setembro, e os outros oito óbitos aconteceram entre os dias 5 de maio e 1º de agosto.

Os casos da Covid-19 estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registrou, nesta segunda, um total de 127.022 pacientes recuperados da doença. Destes, 16.471 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 110.551 eram casos leves. Fonte: G1PE

 

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Saúde

Pernambuco registra menor número de casos confirmados de Covid-19 em 24h desde 8 de abril

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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, neste domingo (27), 76 novos casos da Covid-19. Entre eles, 24 (31,6%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e os outros 52 (68,4%) são leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar. É o menor número confirmado em 24 horas desde o dia 8 de abril, quando o Estado havia confirmado 49 casos.

Agora Pernambuco totaliza 145.016 casos confirmados da infecção, sendo 26.222 graves e 118.794 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Ainda de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), foram confirmados laboratorialmente 18 óbitos (sendo 10 do sexo feminino e 8 do sexo masculino). Com isso, o Estado totaliza 8.174 mortes pela doença.

Do total de mortes do informe deste domingo, duas (11,1%) ocorreram neste mês de setembro. Os outros 16 óbitos (88,9%) aconteceram entre 8 de maio e 12 de agosto, segundo a SES-PE. Os recentes pacientes que faleceram tinham idade entre 21 e 90 anos.

Curas

O boletim divulgado pela SES neste domingo registra um total de 126.916 pacientes recuperados da doença. Desses, 16.470 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 110.446 eram casos leves. (Da FP)

 

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História antivacina vai de medo de virar gado a Osama Bin Laden

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Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável

Movimentos antivacina são tão antigos quanto a própria vacina. E seus primeiros adeptos morriam de medo de virar gado.

Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável.

Nascia a blindagem pioneira contra a varíola humana, que matava quase meio milhão de pessoas por ano naquele fim do século 18.

Na época, muitos grupos foram contra a primeira vacina da humanidade, afirma Nathalia Pereira, da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto. “Diziam que havia transferência para o homem de doenças que acometiam os animais, além de ‘bestializar’ os vacinados, dando fisionomia de vaca.”

Fake news acompanham esta história desde seu início. Mas a desinformação não é catapultada apenas por quem, por má-fé ou ignorância, arma cruzadas contra um método que protegeu bilhões de vidas desde sua criação.

Motins provocados por mutirões de saúde truculentos, sensacionalismo midiático, fraudes científicas e até um desastroso plano da CIA para caçar um dos maiores terroristas contemporâneos ajudam a entender por que há entre nós tantos “antivaxxers”, outro nome para quem repele a ideia da vacinação.

Essa rejeição explica em parte o Brasil não ter atingido, pela primeira vez no século, a meta para nenhuma das principais vacinas recomendadas a crianças de até um ano, segundo dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações. Se hoje o país tem um presidente que, no meio da pandemia, diz que ninguém é obrigado a se vacinar contra a Covid-19, a relutância nacional vem lá dos anos 1800.

Cisma importada, é verdade. Em 1808, uma publicação lusitana que levantava a hipótese de vacinas transmitirem doenças bovinas assustou o império brasileiro. “E o clero português afirmava que os vacinados recebiam o próprio demônio no corpo, e suas almas eram roubadas”, diz Pereira.

Parcelas religiosas dão até hoje sua contribuição para os “antivaxxers”, afirma Dayane Machado, doutoranda da Unicamp que pesquisa o tema. “Os dois principais boatos ligados à religião: a) as vacinas -todas ou algumas- contêm fetos abortados; b) associar a vacina contra o HPV à promiscuidade, como se incentivasse a iniciação precoce da vida sexual.”

A vacinação compulsória, com uso de força física ou de mecanismos como impedir a matrícula de uma criança não imunizada na escola, colaborou para uma má fama histórica da técnica.

“Aí entraram em jogo as liberdades individuais”, diz Machado. “A partir da obrigatoriedade é que surgiram as ligas antivacinação, pessoas que se organizavam pra protestar contra as medidas do governo.”

O problema é que, para doenças contagiosas, a pessoa que decide não se vacinar não põe em risco apenas a si própria. Há grupos cujo perfil não permite fazê-lo, como imunodeprimidos ou grávidas, em alguns casos, e eles ficam vulneráveis. Fora a sobrecarga nos sistemas de saúde.

Mas imunizar à força teve preço social. No Brasil de 1904, a Revolta da Vacina deixou um lastro de 30 mortos e 945 presos, segundo dados oficiais.

Então capital, o Rio convulsionou com as ações contra a varíola. A brutalidade dos agentes assustava, e chefes de família temiam até por sua honra pessoal: e se um homem entrasse em sua casa, com ele fora, para espetar a perna de sua mulher?

“Muitos grupos foram contrários à medida, incluindo o Apostolado Positivista do Brasil, que espalhou por meio da imprensa folhetos sobre vacinas causarem tuberculose, epilepsia e outros”, afirma Pereira.

Décadas mais tarde, o canal americano NBC produziu um fricote antivax de escala global ao exibir “DPT: Vaccine Roulette”, que associava a picada contra tétano, difteria e coqueluche, que se toma nos primeiros anos de vida, a danos cerebrais.

A comunidade médica desancou a premissa do documentário, mas o estrago estava feito. Companhias chegaram a parar de produzir a vacina tríplice bacteriana, conhecida aqui como DTP (difteria, tétano, pertússis, outro nome para coqueluche), por considerar que não valia a pena encarar a ira popular.

A atual onda antivacina é creditada a Andrew Wakefield, médico britânico que em 1998 publicou um artigo na Lancet, respeitada revista científica. Nele, vinculou a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, ao autismo.

Descobriu-se, depois, que Wakefield estava tentando patentear uma vacina concorrente e que, para seu experimento, pagou cinco libras a crianças para coletar o sangue delas na festa de aniversário do filho.

A Lancet, por fim, se retratou. Já Wakefield teve a licença médica cassada, e sua pesquisa nunca foi respaldada por novos estudos. A isca antivax, contudo, estava lançada, com celebridades como Jim Carrey e Charlie Sheen capturadas nessa rede de incredulidade sobre a imunização.

“Muitos não confiam nas empresas farmacêuticas com fins lucrativos e não estão convencidos de que o governo faz o suficiente para regulamentá-las”, diz a socióloga Jennifer Reich, que estuda, na Universidade de Colorado em Denver, famílias resistentes à imunização.

Até uma trama de espionagem internacional cumpriu seu papel para espessar este caldo negacionista. Para chegar a Osama Bin Laden, a CIA arquitetou uma campanha contra a pólio no Paquistão. Meta: extrair o DNA de crianças que seriam parentes do mentor do atentado contra as Torres Gêmeas, para tentar identificá-lo.

A farsa, revelada em 2011 pelo jornal britânico The Guardian, impulsionou uma caçada a profissionais da saúde, sobretudo em áreas tribais na fronteira do país com o Afeganistão. O Talibã ajudou a espalhar que o Ocidente usava programas de vacinação para atacar muçulmanos. A boataria incluiu vacinas com carne de porco (vetada pelo islã) e que provocavam Aids e esterilidade.

Saldo: 22 vacinadores assassinados entre 2012 e 2013, segundo a ONG Human Rights Watch, e um surto de pólio no país.

O sangue também tinge capítulos mais prosaicos deste enredo -como quando uma manifestante, para protestar contra parlamentares na Califórnia em 2019, jogou sangue menstrual neles. O Estado americano havia passado uma lei que dificultava a dispensa, sem razão médica boa o bastante, para se vacinar.

A internet veio para amplificar essas vozes. Relatório de 2019 da Sociedade Brasileira de Imunizações trouxe a soma de vídeos com material desinformativo sobre o tema: 2,4 milhões de visualizações no YouTube (vídeos com mais de 10 mil cliques) e 23,5 milhões de visualizações no Facebook (só os vídeos).

Wasim Syed, da União Pró-Vacina, lembra de um levantamento da Nature que avaliou 100 milhões de contas no Facebook que expressavam alguma posição sobre o assunto. Um alento: “Há mais indecisos (ou sem opinião) sobre as vacinas do que antivacinas radicais, e os pró-vacinas estão em maior número”. Com a pandemia, contudo, “os anti têm ganhado espaço”.

No Facebook Brasil, o movimento se reúne em duas comunidades: “O Lado Obscuro das Vacinas” (14 mil membros) e “VACINAS: O Maior CRIME da História!” (8.500). O tipo de conteúdo compartilhado: militares franceses que teriam dito que “a Covid-19 é uma guerra total contra a população mundial para escravizá-la, controlá-la, esterilizá-la e reduzi-la”.

Administradora do “Lado Obscuro”, Isma de Sousa conta que virou a chave quando seu primogênito adoeceu após um imunizante. Não vacinou a caçula e garante que ela, ao contrário dos dois irmãos, nem gripe pega.

O alvo atual desses grupos é justamente uma vacina contra o coronavírus pandêmico. “Vou preferir adoecer, se for o caso, e aceito a vida e a morte”, afirma Sousa. “Não podemos viver com a falsa ilusão de que sendo vacinado vai sobreviver a tudo.”

Ela não é um ponto fora da curva. Nos EUA, pesquisa do YouGov de julho mostrou que 25% dos americanos não tomariam a vacina, e 28% não tinham certeza. Mesmo antes da pandemia, o medo de imunizantes aparecia numa lista da Organização Mundial da Saúde com as dez grandes ameaças à saúde em 2019.

“Para tomar uma vacina que foi criada a uma velocidade com que nenhuma outra jamais havia sido desenvolvida antes, as pessoas precisam ter certeza que ela é segura, que foi bem testada e que a ciência, e não a política, conduziu o processo”, diz a professora Reich. O que não dá é para ser o fim da picada.

Por Folhapress

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