Na última segunda-feira (3), o partido Republicanos informou que o senador Cleitinho Azevedo não será candidato ao Governo de Minas Gerais. A decisão foi comunicada pelo presidente da sigla, Marcos Pereira, após uma conversa entre os dois em BRASÍLIA, onde gravaram um vídeo anunciando a desistência.
A renúncia à candidatura está ligada à morte do irmão de Cleitinho, Matheus Augusto Azevedo, que faleceu em 18 de julho devido a complicações de leucemia. Embora tenha liderado as pesquisas de intenção de voto, Cleitinho não havia oficializado sua candidatura até a convenção estadual do Republicanos, realizada em 25 de agosto. A indefinição levou a cúpula do partido a optar por apoiar Marcelo Aro (PP).
Após a recusa do Republicanos, Cleitinho havia afirmado, na quarta-feira (29), que ainda pretendia se candidatar, mas sua decisão foi impactada pelo luto. Na tentativa de reverter a situação, ele passou a mobilizar aliados e buscou o apoio de Pereira para reconsiderar a decisão do partido.
No último domingo (2), o senador se reuniu com a liderança do PL de Minas Gerais, onde conversou sobre a possibilidade de sua candidatura, caso fosse confirmada. Durante essa reunião, ele se encontrou com Zé Vitor e Domingos Sávio, figuras importantes na sigla, para discutir a aliança política.
Conforme levantamento realizado pela Quaest, publicado na terça-feira (28), Cleitinho Azevedo liderava as intenções de voto para o primeiro turno com 35%, 23 pontos à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que possui 12%. O senador também se destacava em todas as simulações de segundo turno.
A popularidade de Cleitinho atraiu a atenção de Flávio Bolsonaro, que busca um apoio forte em Minas Gerais para sua candidatura à presidência. O estado é visto como estratégico, uma vez que, historicamente, nenhum presidente foi eleito sem conquistar a maioria dos votos mineiros.