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Colômbia realiza segundo turno presidencial com disputa acirrada entre esquerda e direita

Neste domingo, a Colômbia se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais, onde Iván Cepeda, apoiado por Gustavo Petro, enfrenta Abelardo de la...

A Colômbia realiza neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais, com Iván Cepeda, que conta com o apoio de Gustavo Petro, disputando contra Abelardo de la Espriella, candidato da direita nacionalista. O atual presidente, Gustavo Petro, está constitucionalmente impedido de concorrer novamente, tornando esta eleição uma avaliação de seu governo ao longo dos últimos quatro anos.

No primeiro turno, Espriella surpreendeu ao conquistar 43% dos votos, enquanto Cepeda obteve 41%. Essa performance do candidato da direita superou as expectativas de pesquisas eleitorais e também resultou na absorção de votos de Paloma Valencia. O processo de votação ocorre com um forte esquema de segurança, com 408 mil agentes mobilizados para garantir a ordem durante a eleição.

Pesquisas recentes indicam que Espriella lidera as intenções de voto para o segundo turno, com 50,3%, enquanto Cepeda aparece com 42,6%. A rejeição ao candidato Cepeda é alta, alcançando 56,6%, enquanto Espriella apresenta uma taxa de rejeição de 40,3%. A margem de erro das pesquisas é de 2 pontos percentuais, o que pode influenciar os resultados finais da eleição.

A segurança pública é um tema central nesta disputa. A Colômbia registrou 14 mil mortes em 2025, resultando em uma taxa alarmante de 221 homicídios por 100 mil habitantes. Espriella promete implementar megaprisões e uma militarização das áreas urbanas como estratégia para combater grupos armados. Por outro lado, Cepeda defende a continuidade das negociações de paz iniciadas por Petro e um foco no combate ao financiamento do crime organizado. A abordagem de Gustavo Petro, conhecida como “Paz Total”, não conseguiu reduzir os índices de violência no país.

A relação de Petro com os EUA tem sido tensa, especialmente após o retorno de Donald Trump à cena política. Trump declarou seu apoio a Espriella, o que Petro considerou uma interferência nos assuntos internos da Colômbia. Cepeda afirmou que, apesar de manter relações com Washington, priorizará a soberania do país. Em contraste, Espriella promete um alinhamento mais próximo com a política americana e uma postura mais firme diante de regimes de esquerda na região.

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