A Assembleia Legislativa e a Câmara do Recife iniciam o ano sob pressão, com ações contra governadora e prefeito acirrando as disputas políticas e antecipando o cenário de 2026.
O legislativo pernambucano inicia o ano sob tensão, com pedidos de impeachment contra a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos, aquecendo o cenário para 2026.
As Casas Legislativas de todo o país retomam oficialmente suas atividades a partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro. Em Pernambuco, no entanto, o início do ano legislativo é marcado por um clima de intensa tensão política.
Pedidos de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), colocam a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a Câmara Municipal do Recife no centro de um debate que antecipa o cenário eleitoral de 2026.
Os dois casos, embora distintos em natureza e tramitação, simbolizam o acirramento das disputas entre Executivo e Legislativo no estado. A pauta dos impeachments não apenas domina as discussões iniciais, mas também reflete uma polarização crescente, que promete moldar o ambiente político pernambucano nos próximos meses e anos. A expectativa é que o debate em torno dessas ações ganhe contornos cada vez mais eleitorais, transformando as casas legislativas em palcos de prévias para as próximas disputas.
Tensão Política e Eleições de 2026
No caso da governadora Raquel Lyra, os pedidos de impedimento, cujos fundamentos específicos não foram detalhados na pauta inicial, geram um ambiente de instabilidade para o governo estadual. A Alepe, onde o governo não possui uma base totalmente consolidada, torna-se um campo de batalha crucial para a defesa da administração e para a oposição, que busca capitalizar sobre qualquer fragilidade.
A capacidade de Lyra em articular apoios será posta à prova desde o primeiro momento.
Similarmente, na Câmara Municipal do Recife, o prefeito João Campos enfrenta desafios com os pedidos de impeachment. Embora a base de apoio de Campos na capital seja tradicionalmente mais robusta, a mera existência dos pedidos serve para alimentar a narrativa de uma gestão sob escrutínio.
A movimentação na Câmara é vista como um termômetro para a eleição municipal vindoura, onde Campos buscará a reeleição e enfrentará uma oposição que já começa a se articular.
Analistas políticos apontam que a retomada dos trabalhos legislativos com essa pauta explosiva é um indicativo claro de que as eleições de 2026 já começaram extraoficialmente. As articulações nos bastidores, as declarações públicas e as votações.