O comércio entre Brasil e Estados Unidos registrou uma queda significativa no primeiro semestre de 2026, com a corrente de comércio alcançando US$ 36,4 bilhões. Este valor representa uma redução de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, tornando-se o menor fluxo registrado nos últimos cinco anos.
As exportações brasileiras para o mercado norte-americano totalizaram US$ 17,4 bilhões, refletindo uma diminuição de 13,0%. Este resultado fez com que a participação dos EUA nas vendas externas do Brasil caísse para apenas 9,4%, o menor percentual para um primeiro semestre desde 1997. Em contrapartida, as exportações brasileiras para o restante do mundo cresceram 11,5%, com destaque para os mercados da China, que aumentaram 21,9%, e da União Europeia, com um crescimento de 12,8%.
A indústria de transformação, que representa a maior parte das exportações para os EUA (83,9%), enfrentou sua primeira queda desde o início da pandemia, recuando 8,7% e totalizando US$ 14,6 bilhões. Entre os produtos que contribuíram para esse desempenho negativo estão os semi-acabados de ferro e aço, que sofreram uma queda de 21,7%. No entanto, alguns setores apresentaram resultados positivos, como as vendas de aeronaves, que aumentaram 32,9%, e a carne bovina, que cresceu 41,0%.
Apesar do desempenho desfavorável no semestre, as exportações brasileiras registraram um aumento de 3,7% em junho, interrompendo uma sequência de dez meses de quedas consecutivas.
No que diz respeito às importações, o Brasil adquiriu US$ 18,95 bilhões em produtos dos EUA, uma redução de 12,5%. A maior queda foi observada nas compras de máquinas e motores não elétricos, que diminuíram em 76,0%, resultando em uma redução de US$ 2,7 bilhões nas importações.
Como resultado dessa dinâmica COMERCIAL, o Brasil encerrou o semestre com um déficit de US$ 1,5 bilhão em sua balança COMERCIAL com Os Estados Unidos. Apesar do déficit, houve uma melhoria de 6,9% em comparação ao resultado do primeiro semestre de 2025.