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Concessão histórica

Leilão da Compesa promete universalização de água e esgoto em Pernambuco em menos de 10 anos, atraindo R$ 19 bilhões em investimentos privados.

Leilão da Compesa em Pernambuco marca concessão histórica do saneamento, prometendo R$ 19 bilhões em investimentos privados e universalização de água e esgoto até 2033, superando gargalos.

O saneamento privado no Brasil tem um novo marco com o leilão dos serviços da Compesa, realizado na última quinta-feira, em São Paulo. Considerado um sucesso singular, a concessão prevê o aporte de R$ 19 bilhões em investimentos privados ao longo de 35 anos.

Contudo, a universalização dos serviços de água e esgoto para os 175 municípios contemplados deverá acontecer bem antes, até o ano de 2033, dentro do prazo estabelecido pelo marco legal do saneamento. Embora já seja alvo de disputa política, este contrato, que nem teve início, figura entre os maiores realizados no Brasil para o setor nos últimos anos.

É fundamental que a política partidária ceda espaço à política de Estado, visando o bem coletivo, pois uma mudança de tal porte impactará diretamente o desenvolvimento social e econômico de Pernambuco.

Somente as outorgas renderão mais de R$ 4 bilhões aos cofres pernambucanos. Serão duas concessionárias a gerir dois blocos de municípios, enquanto a Compesa permanecerá responsável pela captação, produção e venda de água tratada a ambas. Caberá às concessionárias os serviços de distribuição da água, coleta e tratamento do esgoto. No pacote, está a missão de reduzir os desperdícios e resolver a intermitência na distribuição, gargalos que a estatal jamais conseguiu superar.

Desafios e Expectativas Futuras

O direito não atendido à água e ao esgoto tratado tem sido um dos principais entraves ao crescimento da economia e à diminuição da desigualdade social no estado. Com o leilão desta semana, que se deu de maneira exitosa, a expectativa é grande para que a população veja logo os resultados da transferência da gestão e dos investimentos para a iniciativa privada.

Para se ter uma ideia da diferença que pode estar chegando nas torneiras, uma vez transferida a operação, as concessionárias terão seis meses para apresentar um diagnóstico e um plano de ação com o objetivo de combater a intermitência. Essa providência é esperada há décadas pelos cidadãos, sobretudo nos municípios que convivem com o racionamento.

O “novo tempo” mencionado pela governadora Raquel Lyra, caso se confirme, representa uma conquista retardatária, cujo atraso se deve à incapacidade ou má gestão pública de cumprir com promessas de campanha sempre renovadas. A partir do momento em que a concessão estabelece prazos e metas, sob a fiscalização do poder público, a população ganha esperança de que a questão seja enfrentada com a priorização e os recursos necessários.

Com as eleições a menos de um ano de distância, uma grande mudança como essa não poderia deixar de ser polêmica no cenário político. Contudo, pelo bem coletivo, as críticas ao modelo podem ser ouvidas pelo governo, e os benefícios ao povo precisam ser projetados e reconhecidos pela oposição.

Os pernambucanos não querem mais arenga – e sim, água, saúde, cidadania e qualidade de vida.

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