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Cultura

Confira livros de ficção estrangeira que foram destaques em 2018

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Lista reúne recomendações de 39 nomes da cultura

guia livros, filmes e discos, produzido pela equipe do 1º Programa de Treinamento em Jornalismo Cultural da Folha de S.Paulo, convidou 39 nomes da cultura para indicar os destaques de 2018.

Confira abaixo as indicações de obras de ficção estrangeira.

ADUA

Filha de somalis, a escritora italiana Igiaba Scego narra nesse romance o percurso de Adua, uma jovem da Somália que, sonhando em fazer parte do universo das estrelas de cinema, emigra para a Itália nos anos 1970.

Acompanhando a trajetória de Adua, cujo nome homenageia a batalha na qual as forças etíopes derrotaram o exército italiano, descobrimos também os movimentos de seu pai, intérprete que vai a Roma na década de 1930 e começa a trabalhar para o regime fascista.

AUTORA Igiaba Scego

EDITORA Nós

QUANTO R$ 40 (180 págs.)

QUEM INDICA Elena Brugioni

ALMAS MORTAS

Uma das maiores obras do século 19 ganha tradução atualizada (baseada na mais recente edição crítica russa), feita por Rubens Figueiredo, grande tradutor de Tolstói no Brasil.

No livro, um vigarista vai a uma província para comprar “almas mortas” (servos falecidos, mas ainda registrados como vivos), a fim de conseguir um empréstimo e ascender socialmente. Para tanto, busca adular os senhores locais.

AUTOR Nikolai Gógol

EDITORA 34

QUANTO R$ 79 (432 págs.)

QUEM INDICA Luiz Felipe de Alencastro

CANÇÃO DE NINAR

Remontando à elegância misteriosa de Henry James em “A Outra Volta do Parafuso”, “Canção de Ninar” traz novamente uma protagonista babá. Ela é discreta, educada, se dá bem com as crianças e não reclama de ter que ficar até mais tarde. A dependência mútua de família e babá cresce até níveis trágicos.

Nas entrelinhas do suspense, o livro aborda as relações de poder, o preconceito entre classes e culturas, o papel da mulher na sociedade e as cobranças envolvendo a maternidade.

AUTORA Leïla Slimani

EDITORA Tusquets

QUANTO R$ 41,90 (192 págs.)

QUEM INDICA Gabriela Amaral Almeida

CARTAS SOBRE OS CEGOS PARA USO DOS QUE VEEM

Quais os limites da percepção da realidade por pessoas cegas? A questão, colocada por Diderot (em obra homônima) e Saramago, é aqui revisitada.

O livro consiste num monólogo de uma narradora cega e parcialmente surda a seu irmão, também cego e surdo, abandonados num sanatório. Aos poucos, porém, a leitura vai questionando a coerência do relato da personagem.

AUTOR Mario Bellatin

EDITORA Cultura e Barbárie

QUANTO R$ 40 (88 págs.)

QUEM INDICA Joca Reiners Terron

A EDUCAÇÃO SENTIMENTAL

Tendo a Revolução de 1848 como pano de fundo, esse romance de formação acompanha os sonhos e desilusões de um jovem e da França.

De um lado, Frédéric não consegue concretizar sua paixão por uma mulher mais velha e casada. De outro, o ideal libertário da breve Segunda República francesa sucumbe ante a ascensão de Napoleão 3º e sua tirania.

Integram a edição um texto de Proust sobre Flaubert e um prefácio de Maria Rita Kehl.

AUTOR Gustave Flaubert

EDITORA Companhia das Letras

QUANTO R$ 44,90 (560 págs.)

QUEM INDICA Luiz Felipe de Alencastro

EU TEREI SUMIDO NA ESCURIDÃO

Joseph James DeAngelo foi preso na Califórnia, em 2018. Foragido, ele estava sendo procurado havia mais de 30 anos por crimes sexuais cometidos contra 50 pessoas.

E foi ao longo dessas três décadas que a autora procurou relatórios policiais e vítimas que pudessem ajudar a revelar o paradeiro do criminoso.

Além de descrever a caçada eletrizante, a autora, que é jornalista investigativa, mistura relatos pessoais que expõem sua obstinação, mas também uma declaração de amor às histórias trágicas.

AUTORA Michelle McNamara

EDITORA Vestígio

QUANTO R$ 49,80 (352 págs.)

QUEM INDICA Gabriela Amaral Almeida

GAROTAS MORTAS

Selva Almada explora os limites entre o romance e a não-ficção em “Garotas Mortas”. A temática da obra reverbera em nossos tempos: o feminicídio.

A autora parte de assassinatos de mulheres nos anos 1980, durante a redemocratização da Argentina. Todos sem culpados conhecidos.

No livro, esses crimes são investigados, mas não da forma tradicional: Almada os relaciona com a própria experiência como mulher.

AUTORA Selva Almada

EDITORA todavia

QUANTO R$ 44,90 (128 págs.)

QUEM INDICA Carol Bensimon

A GORDA

Convidada da Flip em 2018, Isabela Figueiredo, escritora portuguesa nascida em Moçambique, teve duas obras importantes publicadas no ano.

Em “Cadernos de Memórias Coloniais”, ela reflete sobre seu passado, tanto em relação à ex-colônia portuguesa quanto a seu pai.

A utilização de elementos da vida pessoal para fazer ficção (a chamada autoficção) está no cerne também de “A Gorda”. Na obra, a protagonista busca compreender, com um humor crítico, como ela e o mundo à sua volta veem seu corpo.

AUTORA Isabela Figueiredo

EDITORA todavia

QUANTO R$ 49,90 (208 págs.)

QUEM INDICA Paulo Roberto Pires

GUNGUNHANA: UALALAPI/AS MULHERES DO IMPERADOR

Constituído por duas obras do moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, o livro aborda o universo de Gungunhana, imperador de Gaza que foi derrotado e capturado pelos portugueses. Em “Ualalapi”, cuja primeira edição é de 1987, o escritor narra a ascensão e queda de Gungunhana. A segunda história, lançada neste ano, retrata o exílio e regresso das mulheres do imperador.

AUTOR Ungulani Ba Ka Khosa

EDITORA Kapulana

QUANTO R$ 52,90 (228 págs.)

QUEM INDICA Elena Brugioni

LUTO

Em premiada narrativa autobiográfica, Halfon relembra a infância na Guatemala e a ida de sua família para os Estados Unidos na década de 1970, fugindo da guerra civil.

Esse não foi o primeiro exílio da família do autor. Judeus, seus antepassados já haviam migrado do Leste Europeu e do Levante.

Como em “A Chave de Casa”, de Tatiana Salem Levy, e “Relato de um Certo Oriente”, de Milton Hatoum, o tema do exílio se mistura a questionamentos sobre as identidades pessoal, familiar e nacional.

AUTOR Eduardo Halfon

EDITORA Mundaréu

QUANTO R$ 36 (96 págs.)

QUEM INDICA Joca Reiners Terron

NOTURNOS: HISTÓRIAS DE MÚSICA E ANOITECER

Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2017, o escritor japonês Kazuo Ishiguro explora o universo musical a partir da perspectiva de personagens que, circulando por diferentes cidades do mundo, incorporam a música como parte central da vida.

Nos cinco contos reunidos no livro, são narradas trajetórias que oscilam entre as necessidades práticas do cotidiano e a promessa de redenção por meio da arte.

AUTOR Kazuo Ishiguro

EDITORA Companhia das Letras

QUANTO R$ 49,90 (216 págs.)

QUEM INDICA Carol Bensimon

OBJETOS CORTANTES

Relançado com nova capa após o sucesso da minissérie homônima, “Objetos Cortantes” foi o livro de estreia de Gillian Flynn (“Garota Exemplar”). Na trama, uma repórter reencontra traumas da infância ao ser escalada para cobrir o assassinato de uma garota e o sumiço de outra.

Com personagens femininas ambíguas, Flynn atualiza um gênero predominantemente masculino e dá nova roupagem às histórias de famílias disfuncionais.

AUTORA Gillian Flynn

EDITORA Intrínseca

QUANTO R$ 39,90 (256 págs.)

QUEM INDICA Gabriela Amaral Almeida

PUÑADO – REVISTA DE LITERATURA LATINO-AMERICANA, Nº 4

Editada apenas por mulheres, a revista publica textos, biografias e entrevistas de autoras latino-americanas contemporâneas.

Com o tema “rituais”, o quarto número apresenta contos inéditos das brasileiras Veronica Stigger, de “Sul”, e Jarid Arraes, de “Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis”. A edição inclui ainda “O Infarto da Alma”, da chilena Diamela Eltit, que trata da relação entre amor e loucura.

AUTOR Várias Autoras

EDITORA Incompleta

QUANTO R$ 38 (96 págs.)

QUEM INDICA Joca Reiners Terron

SEMPRE VIVEMOS NO CASTELO

A escritora Shirley Jackson (que foi uma das influências de Stephen King) publicou pela última vez em 1962, mas foi só com o lançamento da série de televisão “A Maldição da Residência Hill” (2018), que ela estourou no Brasil.

Nesse livro, membros de uma família são mortos, e a suposta assassina é inocentada. Exilada com os parentes, a irmã que sobreviveu pressente o perigo com a chegada de um primo.

AUTORA Shirley Jackson

EDITORA Suma de Letras

QUANTO R$ 39,90 (200 págs.)

QUEM INDICA Gabriela Amaral Almeida

O ROMANCE LUMINOSO

O livro póstumo é mescla de um romance e um diário sobre a sua escrita, em que um escritor sessentão conta as obsessões que o levam a procrastinar seu trabalho. Incapaz de levar adiante o plano de criar uma obra transcendente, ele explora com humor seu cotidiano solitário, seu cansaço e suas fantasias sexuais.

Mais do que o relato metalinguístico de um fracasso literário, oferece-se imersão em uma personagem complexa, frágil e supersticiosa.

AUTOR Mario Levrero

EDITORA Companhia das Letras

QUANTO R$ 84,90 (648 págs.)

QUEM INDICA Joca Reiners Terron

UM DIA VOU ESCREVER SOBRE ESTE LUGAR

Ao compor um mosaico de memórias pessoais e episódios da história contemporânea da África, o escritor queniano Binyavanga Wainaina aproxima o leitor de uma realidade que, apesar de frequentemente ignorada, está cada vez mais presente no debate cultural contemporâneo.

A literatura africana, da qual Wainaina é hoje um dos principais representantes, é central no movimento de valorização de literaturas cuja relevância foi diminuída ao longo da formação do cânone literário ocidental.

AUTOR Binyavanga Wainaina

EDITORA Kapulana

QUANTO R$ 54,90 (308 págs.)

QUEM INDICA Elena Brugioni.

Por Folhapress.

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Cultura

Cidade italiana organizará exposição em homenagem a Senna

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Mostra será realizada em Asti, entre 29 de março e 14 de abril

ANSA – A cidade de Asti, na região norte da Itália, irá realizar entre os dias 29 de março e 14 de abril uma exposição em homenagem ao ex-piloto Ayrton Senna. O evento foi apresentado hoje (21) no Palácio Mazzetti, no dia em que o brasileiro completaria 59 anos de idade.

A mostra contará com mais de 200 relíquias sobre a vida do ex-piloto brasileiro, desde fotos de infância até alguns carros que Senna dirigiu, como as McLarens das temporadas de 1991 e 1993. A exposição também será usada para arrecadar fundos ao Instituto Ayrton Senna, ONG criada em 1994 pela família do piloto e que é comandada pela irmã do tricampeão mundial de Fórmula 1, Viviane.

Bruno, sobrinho de Senna, participou da apresentação da exposição e afirmou que o evento será para “celebrar a vida” do seu tio. Com a McLaren, Senna conquistou os mundiais de 1988, 1990 e 1991, além de ter sido vice-campeão nas temporadas de 1989 e 1993. O ex-piloto faleceu no dia 1º de maio de 1994 devido a um grave acidente no circuito de Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino.

Por Notícias ao Minuto

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Cultura

Morte de Luke Perry será incluída nos próximos episódios de ‘Riverdale’

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Ator morreu após AVC, aos 52 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As gravações da quarta temporada de “Riverdale” foram interrompidas no momento em que foi anunciada a morte de Luke Perry, que sofreu um AVC aos 52 anos.

Perry interpretava Fred Andrews na série, o pai do protagonista Archie Andrews. Em uma entrevista ao Entertainment Tonight, o roteirista Roberto Aguirre-Sacasa disse que a produção iria abordar a morte do ator de forma clara e em breve.

“Nós estamos, eu acho, todos em choque e ainda processando o luto”, afirmou. “Estamos nos dando um pouco mais de tempo e espaço antes de nos darmos conta da melhor maneira de honrá-lo”.

Aguirre disse que o ator deixou algumas cenas de episódios da quarta temporada gravados. “Seu espírito, que sempre foi generoso e vívido, nós esperamos que tome conta de cada episódio, de cada mente e de cada passo que a série der. Tudo terá um pouco dele”.

Luke recebeu homenagens de todos do elenco e foi celebrado no final do episódio que estreou logo após sua morte.

Por Folhapress

 

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Cultura

‘Não podemos ter essa guinada tão violenta à ignorância’, diz Jô Soares

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Escritor, ator e diretor foi o homenageado na 31ª edição do Prêmio Shell de Teatro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Numa cerimônia pulverizada, o Prêmio Shell de Teatro de São Paulo realizou a entrega da 31ª edição do troféu na noite desta terça (19).

Zé Henrique de Paula venceu na categoria melhor edição por “Um Panorama Visto da Ponte”, e Marcos Damaceno o de melhor dramaturgia por “Homem ao Vento”. Já os prêmios de melhor atuação ficaram para Gilberto Gawronski (“A Ira de Narciso”) e Cris Couto (“A Milionária”).

Os discursos foram pautados pelos recentes ataques às artes e os cortes na cultura. Homenageado da noite, Jô Soares lembrou uma fala de Millôr Fernandes: “Um país só progride com cultura e tecnologia de ponta. Atualmente a única cultura que nós temos é a cultura de vírus. O governo tem que cuidar do país e, para investir no país, tem que investir em cultura e tecnologia de ponta”, disse.

“Não estou aqui para defender nenhum político brasileiro, mas para defender o Brasil. Não podemos ter essa guinada tão violenta à ignorância.”

Jorge Farjalla, que venceu na categoria figurinha por “Senhora dos Afogados”, disse que “estamos vivendo um momento tão prolixo na cultura, temos que resistir”.

“Talvez a gente tenha que deixar claro que a gente movimenta a economia, a gente faz”, afirmou Domingos Quintilhiano ao levar o troféu de melhor iluminação por “Casa de Bonecas – Parte 2”. VEJA OS PREMIADOS:

DRAMATURGIA

Marcos Damaceno por “Homem ao Vento”

DIREÇÃO

Zé Henrique de Paula por “Um Panorama Visto da Ponte”

ATOR

Gilberto Gawronsky por “A Ira de Narciso”

ATRIZ

Chris Couto por “A Milionária”

CENÁRIO

Marisa Bentivegna, Estúdio BijaRi e Guazzelli por “Os 3 Mundos”

FIGURINO

Jorge Farjalla e Ana Castilho por “Senhora dos Afogados”

ILUMINAÇÃO

Domingos Quintiliano por “Casa de Bonecas – Parte 2”

MÚSICA

Babaya Morais e Marco França por “Estado de Sítio”

INOVAÇÃO

Cia Paideia de teatro pela relevância de seu trabalho na formação de plateia com intercâmbios nacionais e internacionais.

Por Folhapress

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