Os Estados Unidos realizaram novos ataques a alvos no Irã neste domingo (12/7), em resposta a um bombardeio iraniano contra um navio de contêineres no Estreito de Ormuz. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou que a ofensiva tem como finalidade "diminuir a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz".
O Centcom também destacou que o Comandante-chefe das forças americanas ordenou que os ataques fossem direcionados para responsabilizar as forças iranianas. No dia anterior, 11/7, uma terceira rodada de bombardeios já havia sido realizada, atingindo cerca de 140 alvos militares iranianos. Com essa nova ação, o total de alvos atacados na última semana ultrapassa 300.
Os bombardeios focaram em instalações de mísseis e drones, equipamentos navais, depósitos de munição, redes de comunicação e locais de vigilância costeira. A escalada das hostilidades ocorre em um contexto de crescente tensão entre os dois países, especialmente após o rompimento do cessar-fogo.
Após os ataques realizados pelos EUA, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da Via Marítima por tempo indeterminado. O grupo militar iraniano informou que disparou tiros de advertência contra embarcações que tentavam utilizar uma "rota não autorizada". A Guarda Revolucionária enfatizou que nenhuma embarcação teria autorização para cruzar o estreito enquanto as operações militares estivessem em andamento.
A situação no Estreito de Ormuz se tornou ainda mais crítica após a Marinha iraniana anunciar um bloqueio indefinido da rota, que é vital para o transporte de petróleo mundial. O governo dos Estados Unidos, por sua vez, contestou essa afirmação, assegurando que a navegação permanece aberta e que Teerã não exerce controle sobre a passagem marítima.
A gestão de Donald Trump reafirmou que a navegação não está comprometida, mas a Autoridade de Gestão da Via Marítima do Golfo Pérsico (PGSA) contestou essa informação, declarando que o tráfego na rota marítima está "atualmente impossibilitado". A PGSA, criada em maio deste ano, informou que suspendeu temporariamente a análise dos pedidos de trânsito pelo Estreito de Ormuz, acentuando a incerteza na região.