O conflito armado entre Rússia e Ucrânia atinge seu quarto ano nesta terça-feira (24.fev.2026), estendendo-se por mais tempo do que qualquer guerra entre países na Europa desde 1945. O número de afetados — mortos, feridos, desaparecidos e deslocados — já supera os 10 milhões, segundo estimativas baseadas em dados da ONU e de organizações de direitos humanos.
O território ucraniano ainda sofre com as ocupações russas, que controlam cerca de 20% do país. A linha de frente mantém-se estabilizada em um cenário de guerra de atrito, com relatos de avanços russos entre 15 e 70 metros por dia. Além disso, o país viu metade de sua capacidade de geração de energia comprometida durante o período do enfrentamento.
Negociações para um cessar-fogo permanecem sem consenso, já que Ucrânia e Rússia divergem nas condições para a paz. Kiev exige garantias internacionais, incluindo proteção contra novas avanços russos e a perspectiva de adesão a alianças como a Otan. O ministro-conselheiro Oleg Vlasenko ressalta o ceticismo ucraniano em relação a acordos históricos, citando a entrega de seu arsenal nuclear em troca de promessas não cumpridas.
Moscou condiciona o fim do conflito à neutralidade ucraniana e ao alinhamento com uma 'nova ordem', além de rejeitar um cessar-fogo que permita o rearmamento do governo ucraniano. O embaixador russo Alexey Kazimirovitch Labetskiy reafirma a posição do Kremlin e descarta rupturas com a Europa, apesar das tensões políticas entre os países.


