Durante a sessão da CPMI do INSS, realizada na quinta-feira, foi aprovada a quebra de sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A votação em bloco, que permitia a análise conjunta de requerimentos, foi aprovada por 18 a 12, mas a base governista acabou derrotada na votação simbólica, resultando em uma discussão acalorada e na suspensão da sessão.
A estratégia de votação em bloco visava garantir o apoio do Centrão, que tenta obstruir a análise de requerimentos relacionados a instituições bancárias. Durante a confusão, houve um confronto físico entre os deputados Rogério Correia e Luiz Lima, o que intensificou a tensão no ambiente legislativo.
O presidente da CPMI, Carlos Viana, esclareceu que a derrota dos aliados do governo ocorreu devido à falta de votos suficientes para barrar a pauta em bloco. Ele reiterou que a votação seguiu as regras do regimento, que determinam que a maioria física dos presentes define o resultado em votações simbólicas.
O deputado Paulo Pimenta manifestou preocupação com a situação, considerando-a uma ameaça à democracia e uma ação ilegal. O regimento do Senado estabelece que, para votações simbólicas, é preciso contar com a maioria dos parlamentares presentes, que, neste caso, eram apenas 21.


