A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deu início à fase de participação social do projeto referente ao Sistema Produtor Engenho Maranhão, que possui um orçamento estimado em R$ 1,1 bilhão. Este empreendimento envolve a construção de uma nova barragem no Cabo de Santo Agostinho e a modernização do Sistema Produtor de Suape, com o objetivo de atender a 310 mil residentes de Ipojuca e do Cabo, além do polo industrial da região.
Para a viabilização do projeto, a Compesa adotou o modelo de Parceria Público-Privada (PPP), que permitirá a concessão da operação do sistema à iniciativa privada por um período de 30 anos, mantendo a propriedade dos ativos sob controle estatal. O cronograma do projeto inclui várias etapas, sendo que até o dia 6 de agosto está aberto o prazo para que a sociedade civil envie sugestões por meio do site oficial da companhia.
Nos dias 29 e 30 de julho, ocorrerá uma apresentação do projeto a investidores privados em São Paulo, enquanto o leilão da concessão está previsto para ser realizado no final do ano. Com a execução deste projeto, espera-se não apenas expandir o abastecimento de água na Região Metropolitana Sul e no Litoral Sul, mas também mitigar os riscos de inundações na bacia do Rio Ipojuca.
Almir Cirilo, secretário de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco, destacou que a barragem e as adutoras aumentarão a oferta de água e contribuirão para a proteção contra enchentes, além de fortalecer o desenvolvimento econômico da região. Ele ressaltou que a capacidade de produção do Engenho Maranhão será o dobro da do Sistema Pirapama, configurando-se como uma solução estratégica para o crescimento humano e econômico.
Douglas Nóbrega, presidente da Compesa, enfatizou a importância do modelo de captação de recursos privados. Ele afirmou que este é um momento crucial para o avanço de um projeto que pode gerar empregos e renda para a região, ressaltando que a água é um insumo vital para sustentar esse crescimento. A participação da sociedade na consulta pública, , torna o projeto ainda mais robusto, representando uma grande oportunidade de colaboração com a iniciativa privada para trazer benefícios estruturais a Pernambuco.
A Compesa também se comprometeu a detalhar os impactos socioambientais da barragem e o plano de compensação para as famílias que serão afetadas na área do reservatório, assim que as contribuições da consulta pública forem consolidadas.