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Contratos de Câmara, Senado e STJ com ascensoristas somam R$ 8 milhões

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Fica cada vez mais difícil encontrá-los nos prédios Brasil afora. Mas, nos órgãos públicos de Brasília, os ascensoristas resistem. Juntos, Câmara dos Deputados, Senado Federal e Superior Tribunal de Justiça (STJ) somam 110 profissionais encarregados de atividades relacionadas à operação dos elevadores. A maioria é de ascensoristas, mas há também postos auxiliares, como encarregado-geral, encarregado de tráfego, supervisor e telefonista de fluxo de elevadores.

Os profissionais são contratados via empresas terceirizadas. A Câmara, por exemplo, tem contrato desde 2018 com a C&P Soluções em Telemarketing Eireli, renovado duas vezes. O último aditivo tem vigência até julho deste ano. O valor anual repassado à prestadora de serviço é de R$ 3,8 milhões.

No Senado, a empresa encarregada é a R7 Facilities Engenharia Ltda. O contrato, no valor de R$ 1,33 milhão, foi assinado pela primeira vez em 2019, e renovado em 2020, com vigência até novembro de 2021. No STJ, o contrato com a Real JG Facilities Eireli tem vigência até maio de 2022 e valor de R$ 3 milhões.

A Câmara mantém o maior número de profissionais envolvidos com a operação de elevadores. São 48 ascensoristas, um encarregado geral, sete telefonistas de fluxo de elevadores e sete recepcionistas de fluxo de pessoas. No Senado, são 24 ascensoristas diurnos, três ascensoristas noturnos e dois controladores de tráfego. O contrato do STJ com a Real JG Facilities, por sua vez, prevê 33 ascensoristas e dois supervisores.

Na Esplanada dos Ministérios, o Ministério da Economia é o único órgão informado como tendo ascensoristas nos quadros, segundo o Portal da Transparência. De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, hoje resta apenas um servidor ocupando o cargo em Brasília.

“Com relação a contratos administrativos de prestação de serviços de mão de obra, o último que contemplava ascensorista no âmbito do Distrito Federal teve sua vigência expirada em 12 de abril de 2019 e não foi objeto de prorrogação. Nos estados também não existe contrato vigente para esse tipo de mão de obra”, acrescentou a assessoria.

Segundo a psicóloga Rita Brum, coach vocacional e professora da Faculdade Senac DF, a profissão de ascensorista faz parte de uma lista de atividades fadadas a desaparecer paulatinamente. Ela cita o estudo Projetando 2030, encomendado pela Dell ao Institute for The Future (IFTF), o qual estima que 85% das profissões que existirão ao fim desta década ainda não nasceram.

“A questão da extinção é inevitável. A tecnologia torna os processos mais otimizados, e o ascensorista é uma profissão que pode ser substituída por automação”, afirma. Segundo Rita, a pandemia intensificou o uso de soluções tecnológicas em razão da necessidade de confinamento. Para a psicóloga, a sobrevivência da profissão, principalmente em órgãos públicos, tem um forte componente cultural. “Eu acredito que seja, sim, uma questão cultural em algumas repartições. Cultura organizacional é uma coisa difícil de mudar”, avalia.

Procurada, a assessoria de comunicação da Câmara disse que os ascensoristas são necessários para “garantir a operação segura e adequada dos elevadores, em virtude do grande fluxo de pessoas que circulam nas dependências do prédio”. Pontuou ainda que, durante a pandemia, o serviço está sendo realizado com efetivo reduzido e revezamento em turnos.

O Senado, por sua vez, justificou que esse posto é importante no órgão. “Face sobretudo às questões de controle e segurança de passageiros (autoridades, colaboradores, convidados e visitantes), bem como as demais atribuições dos profissionais, entende-se ainda não ser possível prescindir desse serviço.” Segundo a Casa, os trabalhadores não atuaram nos picos da pandemia e estão retornando gradativamente, seguindo todos os protocolos de segurança.

 

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Brasil

Prova de vida do INSS volta em maio e terá calendário; veja datas

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O INSS informou nesta sexta-feira (26) que retomará o bloqueio de benefícios por falta de prova de vida a partir de maio deste ano.

Conforme havia sido antecipado pela reportagem, a retomada da exigência da fé de vida será de forma escalonada, medida que procura evitar aglomerações nas agências bancárias durante a pandemia da Covid-19.

Já o serviço de reabilitação profissional, voltado principalmente a quem recebe auxílio-doença, continua suspenso até abril. Com isso, não poderão ser cortados os benefícios que não passarem pelo procedimento.

O cronograma para o retorno da prova de vida agrupará os beneficiários em sete lotes, organizados conforme o mês em que o prazo para a renovação de senha venceu.

Os primeiros da lista são beneficiários cuja fé de vida deveria ter sido realizada nos meses de março e abril de 2020, caso a obrigatoriedade não tivesse sido suspensa devido à crise sanitária. Esse grupo, portanto, deverá realizar o procedimento em maio deste ano. Veja o calendário completo:

 

A competência (mês) original de vencimento da prova de vida é definida pelas intuições bancárias responsáveis por pagar os benefícios e, em geral, ocorre no mês de aniversário do beneficiário ou da abertura da conta.

Se houver o bloqueio em uma determinada competência, o aposentado ou pensionista não recebe o pagamento do mês seguinte.

Os bancos são responsáveis por comunicar aos seus clientes sobre o vencimento do prazo para o recadastramento, mas o INSS informou que disponibilizará essa informação pelo aplicativo e pelo site do Meu INSS tão logo a obrigatoriedade da prova de vida seja restabelecida.

Apesar de estar suspensa desde março do ano passado, a realização da prova de vida jamais esteve interrompida ou proibida e os beneficiários que realizaram o procedimento após março do ano passado não vão precisar refazer a renovação de senha pelo novo calendário, informou o INSS.

Beneficiários incluídos no projeto-piloto da fé de vida pela internet também estão dispensados de refazer o procedimento.

Ao informar o calendário para a retomada da prova de vida, o INSS também oficializou, por meio da publicação da Portaria 1.278 no Diário Oficial da União, que o procedimento permanecerá desobrigado até abril.

Isso significa que aposentados e pensionistas que não fizeram a prova de vida após março de 2020 e assim permanecerem até abril de 2021 não terão seus benefícios bloqueados, desde que façam a renovação conforme o novo calendário, entre maio e novembro deste ano.

 

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Brasil vive ‘tragédia’ e presença de variantes não é desculpa, afirma OMS

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Brasil vive ‘tragédia’ e presença de variantes não é desculpa, afirma OMS

A situação da pandemia de Covid-19 no Brasil “é uma tragédia” e o momento é “muito duro para os brasileiros”, disse nesta sexta (26) o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan. O país registou na quinta número recorde de óbitos pela doença em 24 horas: 1.582 brasileiros morreram, no pior momento da pandemia.

Ao responder a uma pergunta sobre se variantes mais contagiosas do coronavírus poderiam explicar a nova piora no país, como afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, Ryan disse que a contribuição dos novos mutantes “ainda não é totalmente conhecida”, mas vários países já mostraram que, com as medidas corretas, é possível contê-las.

A OMS tem repetido que é fundamental conter a transmissão do Sars-Cov-2 com políticas públicas e atitudes individuais para evitar colapso dos hospitais e o aumento de mortes desnecessárias.

“Aumentar o número de leitos é importante e necessário, mas não será suficiente se os casos continuarem subindo. Já vimos isso no passado. Se o sistema não está dando conta agora, não vai dar conta depois se a pressão continuar subindo, sem ser contida”, afirmou.

De acordo com Ryan, “muitas partes do Brasil apresentam transmissão comunitária há muito tempo, e está sendo muito duro para o país e para os brasileiros”.

Sem citar especificamente o governo federal, Ryan afirmou que há vários estados brasileiros tentando controlar a pandemia com as medidas corretas e que as tendências variam muito de uma região para outra do país. Também elogiou o sistema público de saúde e os cientistas do Brasil.

O especialista em emergências da OMS afirmou que não faz sentido deixar de combater o contágio do coronavírus com o argumento de que isso prejudica a economia.

“É fácil estar aqui sentado e dizer o que deveria fazer um país grande como o Brasil, com várias gerações convivendo numa mesma casa, com regiões pobres e carência. Mas a Nigéria, que também é um país muito populoso, com enormes cidades, precisou tomar decisões difíceis. E, sem deixar de reconhecer os impactos sociais e econômicos, conseguiu o equilíbrio entre os custos econômicos e de saúde e adotou medidas persistentes e coerentes”, afirmou.

O país africano tem uma população quase tão grande quanto a brasileira (196 milhões de habitantes contra 210 milhões, respectivamente) e um PIB per capita que não chega a um terço do brasileiro. Mas o número proporcional de novos casos de Covid-19 é um centésimo do brasileiro: 3 novos casos por milhão por dia na Nigéria, 300 no Brasil.

As novas mortes diárias por habitante são de 7,3/1 milhão no Brasil e menos de 0,1/1 milhão na Nigéria. Desde o começo da pandemia, houve 1.183 mortes/milhão de brasileiros. Na Nigéria, 9,2 doentes de Covid morreram para cada 1 milhão de habitantes.

“É uma tragédia para o Brasil que ele esteja enfrentando isso de novo; é pelo menos a quarta vez nessa pandemia”, afirmou Ryan.
De acordo com o diretor-executivo, não há estratégia defensável que não seja impedir a transmissão: “O vírus ainda está cheio de energia e, se não conseguirmos contê-lo, quem vai pagar o preço são as comunidades”.

Por Folhapress

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Saúde inclui peritos do INSS no grupo prioritário da vacina de Covid-19

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O Ministério da Saúde resolveu incluir os peritos médicos federais no grupo prioritário de recebimento da vacina contra o novo coronavírus. A decisão foi informada em ofício, enviado nesta quinta-feira (25) ao vice-presidente da Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP), Francisco Eduardo Cardoso Alves.

“Destaca-se que dentre o grupo de trabalhadores da saúde estão contemplados tanto profissionais de saúde quanto os demais trabalhadores que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, sejam eles hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais. Portanto, os Peritos Médicos Federais estão incluídos no grupo supracitado”, diz o texto.

Segundo o ofício, os peritos devem entregar uma documentação que comprove a vinculação com o serviço de saúde para poder receber as doses da vacina contra Covid-19. A medida foi tomada após uma forte queda de braço entre os profissionais o governo.

Em nota, o advogado da ANMP, Paulo Liporaci, disse que “não havia lógica em excluir esses servidores do grupo de vacinação”, porque, segundo ele, os peritos encontram todos os dias com pessoas que podem estar contaminadas com a doença.

“Os peritos médicos federais são profissionais da saúde que se dedicam diariamente ao atendimento presencial de milhares de segurados da Previdência Social, os quais, em sua maioria, apresentam enfermidades. Atualmente, é elevadíssimo o número de cidadãos que se dirigem às agências da Previdência Social com sintomas de Covid-19”, falou Liporaci.

“A imunização dos peritos médicos federais garante a mitigação do contágio nas unidades do INSS”, concluiu.(PE notícias)

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