O carnaval de um ano eleitoral em Pernambuco serve como pano de fundo para um cenário de incertezas na formação das chapas majoritárias para o Senado. Um candidato admitiu que, apesar das conversas frequentes, nada está consolidado, com os nomes ainda incertos e sem prazos definidos, mesmo com pesquisas indicando que as alianças só devem ser fechadas a partir de abril.
A governadora Raquel Lyra garantiu a Eduardo da Fonte uma vaga na chapa, mas busca agora resolver questionamentos sobre o tempo de propaganda eleitoral com o PP. A definição oficial do partido está marcada para um encontro entre as bancadas estadual e federal em 23 de março, dia seguinte ao carnaval.
A Federação União Progressista também enfrenta dúvidas, pois dois nomes disputam vagas: Eduardo da Fonte, apoiado por Raquel, e Miguel Coelho, que teria preferência de João Campos. Além disso, Marília Arraes, primeira nas pesquisas, ainda não tem abrigo definido, e outros casos, como o do ministro Sílvio Costa Filho e do senador Fernando Dueire (MDB), também aguardam soluções, com o partido em meio a problemas judiciais.
Embora a ausência do União Brasil no encontro do PP não seja confirmada, Eduardo da Fonte lidera a Federação no estado e possui maioria na executiva. Isso significa que as decisões do partido dependem quase que exclusivamente das definições tomadas na reunião do dia 23. Enquanto isso, conversas como a entre Miguel Coelho e Humberto Costa, além de encontros pontuais com o presidente Lula, mostram um ambiente de negociações informais e pouco transparentes.


