Na quarta-feira, 5 de agosto de 2026, a Coreia do Norte revelou que está elaborando estratégias militares em resposta à possibilidade de um confronto com o Japão. A informação foi divulgada por Kim Yo-jong, que ocupa o cargo de diretora do Departamento de Assuntos Gerais do Partido dos Trabalhadores da Coreia e é irmã de Kim Jong-un. O documento pode ser acessado em formato PDF, com 61 kB de tamanho.
Kim Yo-jong enfatizou a necessidade desse planejamento em virtude da decisão do Japão de se remilitarizar, uma bandeira defendida pela primeira-ministra Sanae Takaichi, que assumiu o cargo em novembro de 2025. A inquietação na Coreia do Norte foi intensificada após um teste de míssil Tomahawk de longo alcance realizado pelo Japão no final de julho.
A dirigente norte-coreana criticou o Japão, afirmando que o país estaria traindo sua Constituição pacifista e aumentando as tensões na região do Pacífico. Kim Yo-jong refutou os argumentos do governo japonês de que a aquisição de novos equipamentos militares teria fins defensivos. Para ela, o Japão almeja se tornar uma superpotência militar capaz de realizar ofensivas contra seus vizinhos.
"Quando as armas caem nas mãos dos descendentes de militaristas que herdaram genes de astúcia e agressão, coisas desagradáveis certamente acontecerão", alertou Kim Yo-jong. A líder norte-coreana ainda sugeriu que o Japão deve reconhecer que sua segurança está em risco devido à sua própria ganância, afirmando que o país precisa se arrepender de suas ações.
O documento também responsabiliza os Estados Unidos por fomentar a militarização do Japão e por promover divisões na região do Pacífico. A Coreia do Norte argumenta que os EUA estão auxiliando o Japão na modernização de suas Forças Armadas, o que, segundo eles, desrespeita os interesses de segurança de nações consideradas anti-imperialistas e independentes. A Coreia do Sul foi mencionada como mais um "fantoche" dos EUA na região.
Na quinta-feira, 6 de agosto, a agência estatal KCNA publicou um artigo intitulado "Os Pecados do Japão, um Arqui-inimigo de 1.000 Anos". O texto aborda a participação do Japão na Guerra da Coreia, que ocorreu entre 1950 e 1953, como aliado dos Estados Unidos contra as forças comunistas. De acordo com o documento, o Japão enviou 25.000 tropas para combater os norte-coreanos e forneceu equipamentos aos seus inimigos durante o conflito.