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Saúde

Covid-19: Sertão do Pajeú conta com 6.937 casos positivos, 6.224 curados e 134 óbitos

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Serra Talhada registrou mais três óbitos por Covid-19.

De acordo com os boletins epidemiológicos divulgados nesta segunda-feira (14.09), pelas secretarias de saúde dos municípios do Pajeú, a região totaliza 6.937 casos confirmados de Covid-19.

Portanto, os números de casos confirmados no Pajeú ficam assim: Serra Talhada continua liderando o número de casos na região e conta com 3.722 confirmações. Logo em seguida, com 657 casos confirmados está Afogados da Ingazeira,  São José do Egito está com 527, Tabira conta agora com 492, Triunfo tem 294, Carnaíba está com 200 e  Calumbi está com 163 casos.

Itapetim está com 132, Flores está com 127, Quixaba está com 103, Solidão tem 94, Iguaracy está com 87, Santa Cruz da Baixa Verde está com 83, Brejinho está com 77, Santa Terezinha e Tuparetama tem 75 casos cada,  e Ingazeira está com 29 casos confirmados.

Mortes – Com mais três mortes registras em Serra Talhada a região tem agora no total, 134 óbitos por Covid-19. Até o momento, catorze cidades registraram mortes. São elas: Serra Talhada 55, Afogados da Ingazeira tem 11, Triunfo e Tabira tem 10 óbitos cada, Carnaíba tem 9, Flores, Itapetim, São José do Egito, Tuparetama e Iguaracy tem 6 óbitos cada, Quixaba tem 4 óbitos, Santa Terezinha têm 3, Calumbi e Brejinho tem 1 óbito cada.

Recuperados – A região conta agora com 6.224 recuperados. O que corresponde a 89,72% dos casos confirmados.

O levantamento foi fechado às 8h desta terça (15), com os dados Fornecidos pelas secretarias de saúde dos municípios. (Por André Luis – DO Nill Jr)

 

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Saúde

Com mais 80 casos da Covid-19 e 16 óbitos, Pernambuco totaliza 145.096 infectados e 8.190 mortes

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Com mais 80 casos da Covid-19 e 16 óbitos registrados nesta segunda-feira (28), Pernambuco passou a somar 145.096 pessoas infectadas e 8.190 mortes provocadas pela doença causada pelo novo coronavírus. Esses números começaram a ser contabilizados no início da pandemia, em março.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram registrados, nesta segunda-feira (28), 13 pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 67 pessoas com sintomas leves da Covid-19, sem necessidade de internamento hospitalar. Com isso, Pernambuco totalizou 26.235 casos graves e 118.861 quadros leves da doença.

Com relação às 16 mortes, oito ocorreram em setembro, e os outros oito óbitos aconteceram entre os dias 5 de maio e 1º de agosto.

Os casos da Covid-19 estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registrou, nesta segunda, um total de 127.022 pacientes recuperados da doença. Destes, 16.471 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 110.551 eram casos leves. Fonte: G1PE

 

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Saúde

Pernambuco registra menor número de casos confirmados de Covid-19 em 24h desde 8 de abril

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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, neste domingo (27), 76 novos casos da Covid-19. Entre eles, 24 (31,6%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e os outros 52 (68,4%) são leves, ou seja, pacientes que não demandaram internamento hospitalar. É o menor número confirmado em 24 horas desde o dia 8 de abril, quando o Estado havia confirmado 49 casos.

Agora Pernambuco totaliza 145.016 casos confirmados da infecção, sendo 26.222 graves e 118.794 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Ainda de acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), foram confirmados laboratorialmente 18 óbitos (sendo 10 do sexo feminino e 8 do sexo masculino). Com isso, o Estado totaliza 8.174 mortes pela doença.

Do total de mortes do informe deste domingo, duas (11,1%) ocorreram neste mês de setembro. Os outros 16 óbitos (88,9%) aconteceram entre 8 de maio e 12 de agosto, segundo a SES-PE. Os recentes pacientes que faleceram tinham idade entre 21 e 90 anos.

Curas

O boletim divulgado pela SES neste domingo registra um total de 126.916 pacientes recuperados da doença. Desses, 16.470 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 110.446 eram casos leves. (Da FP)

 

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Saúde

História antivacina vai de medo de virar gado a Osama Bin Laden

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Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável

Movimentos antivacina são tão antigos quanto a própria vacina. E seus primeiros adeptos morriam de medo de virar gado.

Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável.

Nascia a blindagem pioneira contra a varíola humana, que matava quase meio milhão de pessoas por ano naquele fim do século 18.

Na época, muitos grupos foram contra a primeira vacina da humanidade, afirma Nathalia Pereira, da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto. “Diziam que havia transferência para o homem de doenças que acometiam os animais, além de ‘bestializar’ os vacinados, dando fisionomia de vaca.”

Fake news acompanham esta história desde seu início. Mas a desinformação não é catapultada apenas por quem, por má-fé ou ignorância, arma cruzadas contra um método que protegeu bilhões de vidas desde sua criação.

Motins provocados por mutirões de saúde truculentos, sensacionalismo midiático, fraudes científicas e até um desastroso plano da CIA para caçar um dos maiores terroristas contemporâneos ajudam a entender por que há entre nós tantos “antivaxxers”, outro nome para quem repele a ideia da vacinação.

Essa rejeição explica em parte o Brasil não ter atingido, pela primeira vez no século, a meta para nenhuma das principais vacinas recomendadas a crianças de até um ano, segundo dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações. Se hoje o país tem um presidente que, no meio da pandemia, diz que ninguém é obrigado a se vacinar contra a Covid-19, a relutância nacional vem lá dos anos 1800.

Cisma importada, é verdade. Em 1808, uma publicação lusitana que levantava a hipótese de vacinas transmitirem doenças bovinas assustou o império brasileiro. “E o clero português afirmava que os vacinados recebiam o próprio demônio no corpo, e suas almas eram roubadas”, diz Pereira.

Parcelas religiosas dão até hoje sua contribuição para os “antivaxxers”, afirma Dayane Machado, doutoranda da Unicamp que pesquisa o tema. “Os dois principais boatos ligados à religião: a) as vacinas -todas ou algumas- contêm fetos abortados; b) associar a vacina contra o HPV à promiscuidade, como se incentivasse a iniciação precoce da vida sexual.”

A vacinação compulsória, com uso de força física ou de mecanismos como impedir a matrícula de uma criança não imunizada na escola, colaborou para uma má fama histórica da técnica.

“Aí entraram em jogo as liberdades individuais”, diz Machado. “A partir da obrigatoriedade é que surgiram as ligas antivacinação, pessoas que se organizavam pra protestar contra as medidas do governo.”

O problema é que, para doenças contagiosas, a pessoa que decide não se vacinar não põe em risco apenas a si própria. Há grupos cujo perfil não permite fazê-lo, como imunodeprimidos ou grávidas, em alguns casos, e eles ficam vulneráveis. Fora a sobrecarga nos sistemas de saúde.

Mas imunizar à força teve preço social. No Brasil de 1904, a Revolta da Vacina deixou um lastro de 30 mortos e 945 presos, segundo dados oficiais.

Então capital, o Rio convulsionou com as ações contra a varíola. A brutalidade dos agentes assustava, e chefes de família temiam até por sua honra pessoal: e se um homem entrasse em sua casa, com ele fora, para espetar a perna de sua mulher?

“Muitos grupos foram contrários à medida, incluindo o Apostolado Positivista do Brasil, que espalhou por meio da imprensa folhetos sobre vacinas causarem tuberculose, epilepsia e outros”, afirma Pereira.

Décadas mais tarde, o canal americano NBC produziu um fricote antivax de escala global ao exibir “DPT: Vaccine Roulette”, que associava a picada contra tétano, difteria e coqueluche, que se toma nos primeiros anos de vida, a danos cerebrais.

A comunidade médica desancou a premissa do documentário, mas o estrago estava feito. Companhias chegaram a parar de produzir a vacina tríplice bacteriana, conhecida aqui como DTP (difteria, tétano, pertússis, outro nome para coqueluche), por considerar que não valia a pena encarar a ira popular.

A atual onda antivacina é creditada a Andrew Wakefield, médico britânico que em 1998 publicou um artigo na Lancet, respeitada revista científica. Nele, vinculou a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, ao autismo.

Descobriu-se, depois, que Wakefield estava tentando patentear uma vacina concorrente e que, para seu experimento, pagou cinco libras a crianças para coletar o sangue delas na festa de aniversário do filho.

A Lancet, por fim, se retratou. Já Wakefield teve a licença médica cassada, e sua pesquisa nunca foi respaldada por novos estudos. A isca antivax, contudo, estava lançada, com celebridades como Jim Carrey e Charlie Sheen capturadas nessa rede de incredulidade sobre a imunização.

“Muitos não confiam nas empresas farmacêuticas com fins lucrativos e não estão convencidos de que o governo faz o suficiente para regulamentá-las”, diz a socióloga Jennifer Reich, que estuda, na Universidade de Colorado em Denver, famílias resistentes à imunização.

Até uma trama de espionagem internacional cumpriu seu papel para espessar este caldo negacionista. Para chegar a Osama Bin Laden, a CIA arquitetou uma campanha contra a pólio no Paquistão. Meta: extrair o DNA de crianças que seriam parentes do mentor do atentado contra as Torres Gêmeas, para tentar identificá-lo.

A farsa, revelada em 2011 pelo jornal britânico The Guardian, impulsionou uma caçada a profissionais da saúde, sobretudo em áreas tribais na fronteira do país com o Afeganistão. O Talibã ajudou a espalhar que o Ocidente usava programas de vacinação para atacar muçulmanos. A boataria incluiu vacinas com carne de porco (vetada pelo islã) e que provocavam Aids e esterilidade.

Saldo: 22 vacinadores assassinados entre 2012 e 2013, segundo a ONG Human Rights Watch, e um surto de pólio no país.

O sangue também tinge capítulos mais prosaicos deste enredo -como quando uma manifestante, para protestar contra parlamentares na Califórnia em 2019, jogou sangue menstrual neles. O Estado americano havia passado uma lei que dificultava a dispensa, sem razão médica boa o bastante, para se vacinar.

A internet veio para amplificar essas vozes. Relatório de 2019 da Sociedade Brasileira de Imunizações trouxe a soma de vídeos com material desinformativo sobre o tema: 2,4 milhões de visualizações no YouTube (vídeos com mais de 10 mil cliques) e 23,5 milhões de visualizações no Facebook (só os vídeos).

Wasim Syed, da União Pró-Vacina, lembra de um levantamento da Nature que avaliou 100 milhões de contas no Facebook que expressavam alguma posição sobre o assunto. Um alento: “Há mais indecisos (ou sem opinião) sobre as vacinas do que antivacinas radicais, e os pró-vacinas estão em maior número”. Com a pandemia, contudo, “os anti têm ganhado espaço”.

No Facebook Brasil, o movimento se reúne em duas comunidades: “O Lado Obscuro das Vacinas” (14 mil membros) e “VACINAS: O Maior CRIME da História!” (8.500). O tipo de conteúdo compartilhado: militares franceses que teriam dito que “a Covid-19 é uma guerra total contra a população mundial para escravizá-la, controlá-la, esterilizá-la e reduzi-la”.

Administradora do “Lado Obscuro”, Isma de Sousa conta que virou a chave quando seu primogênito adoeceu após um imunizante. Não vacinou a caçula e garante que ela, ao contrário dos dois irmãos, nem gripe pega.

O alvo atual desses grupos é justamente uma vacina contra o coronavírus pandêmico. “Vou preferir adoecer, se for o caso, e aceito a vida e a morte”, afirma Sousa. “Não podemos viver com a falsa ilusão de que sendo vacinado vai sobreviver a tudo.”

Ela não é um ponto fora da curva. Nos EUA, pesquisa do YouGov de julho mostrou que 25% dos americanos não tomariam a vacina, e 28% não tinham certeza. Mesmo antes da pandemia, o medo de imunizantes aparecia numa lista da Organização Mundial da Saúde com as dez grandes ameaças à saúde em 2019.

“Para tomar uma vacina que foi criada a uma velocidade com que nenhuma outra jamais havia sido desenvolvida antes, as pessoas precisam ter certeza que ela é segura, que foi bem testada e que a ciência, e não a política, conduziu o processo”, diz a professora Reich. O que não dá é para ser o fim da picada.

Por Folhapress

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