A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realiza, nesta terça-feira (25), sua quarta reunião com o objetivo de aprofundar as investigações sobre a atuação e as ramificações de organizações criminosas no país. A partir das 9h, serão ouvidos o diretor de inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa, e o promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya.
A convocação dos dois especialistas atende a um pedido do relator da CPI, senador Alessandro Vieira, que busca obter informações detalhadas sobre a estrutura, o modo de operação, as fontes de financiamento e as conexões do crime organizado. O senador ressalta a complexidade do fenômeno, sua natureza transnacional e seus efeitos nocivos sobre as instituições, a segurança pública e a alocação de recursos.
Um foco central da CPI é a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O promotor Lincoln Gakiya, um dos convidados, tem dedicado sua carreira, desde o início dos anos 2000, a investigar as atividades do grupo, que surgiu dentro do sistema carcerário paulista. Espera-se que seu depoimento forneça informações valiosas sobre a evolução e o alcance da facção.
Instalada em 4 de novembro, a CPI é composta por 11 senadores titulares e sete suplentes. O senador Fabiano Contarato preside a comissão, tendo o senador Hamilton Mourão como vice-presidente. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, período em que a comissão buscará identificar soluções para o combate ao crime organizado, com foco no aperfeiçoamento da legislação. O senador Alessandro Vieira, relator da CPI, foi o autor do requerimento que solicitou a sua criação.

