A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de 73 anos, segue cumprindo pena de seis anos em prisão domiciliar desde 17 de junho de 2015, em Buenos Aires. Recentemente, ela contratou o advogado brasileiro Rafael Valim para atuar em sua defesa. A informação foi confirmada por fontes ligadas ao caso.
Cristina Kirchner foi condenada por administração fraudulenta em detrimento do Estado, sob a acusação de ter liderado um esquema de corrupção durante seus dois mandatos, no período de 2007 a 2015. Atualmente, ela se encontra em casa, utilizando tornozeleira eletrônica e impedida de ocupar cargos públicos devido à sua condenação.
Em declaração, Rafael Valim afirmou que não conhecia a ex-presidente anteriormente, mas foi contatado pela equipe de advogados argentinos dela, devido ao seu currículo na área de Direitos Humanos em tribunais internacionais. Valim atuará em conjunto com o advogado espanhol Javier Borrego, que tem experiência como ex-juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
O advogado brasileiro destacou que nos próximos dias será divulgada oficialmente a estratégia a ser adotada nesta nova fase do processo da ex-presidente em Buenos Aires. Ele expressou sua convicção de que Cristina Kirchner sofreu graves violações de Direitos Humanos e que a punição imposta a ela é injusta, com a intenção de reverter essa situação nos tribunais.
Rafael Valim é um advogado com doutorado em direito e mais de vinte anos de experiência nas áreas de direito constitucional, administrativo e Direitos Humanos. Ele é conhecido por ser coautor da obra "Lawfare: Travar uma guerra por meio do direito", escrita em parceria com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, e sua esposa, Valeska Zanin Martins.
Além disso, Valim foi signatário de uma Ação de Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que resultou na suspensão da execução de emendas impositivas pelo ministro Flávio Dino, do STF. Em sua atuação Na Argentina, ele também esteve envolvido no caso das Mães da Praça de Maio, que recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o governo de Javier Milei, entre outros casos significativos.