Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se manifestado contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em pelo menos 62 ocasiões desde o início de seu terceiro mandato, que começou em 1º de janeiro de 2023. A primeira crítica foi feita em 18 de janeiro de 2023, quando Lula afirmou que o mundo não poderia voltar à "anormalidade que o Trump criou nos EUA". Na época, Joe Biden, do Partido Democrata, era o presidente dos Estados Unidos e Trump ainda não havia retomado a presidência.
A RELAÇÃO ENTRE Lula e Trump tem sido marcada por oscilações ao longo do tempo. A tensão se intensificou em 2025, durante o primeiro ano do segundo mandato de Trump, após o governo dos EUA implementar tarifas sobre produtos brasileiros. No ano de 2022, Lula já havia criticado Trump publicamente ao menos 15 vezes, demonstrando uma postura firme em RELAÇÃO a questões comerciais.
Após um breve período de relativa tranquilidade, as críticas de Lula voltaram a aumentar em 2026. Em maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos designou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações "terroristas". Essa decisão gerou novas críticas de Lula, que se intensificaram ao longo do ano. Nos primeiros seis meses de 2026, o presidente brasileiro se manifestou contra Trump em 42 ocasiões.
A crítica mais recente ocorreu em 13 de julho de 2026, quando Lula se referiu à taxa cobrada pelos Estados Unidos para embarcações que navegam no estreito de Ormuz como "pirataria". Ele declarou: "Hoje, tem um tweet de Trump dizendo que vai desobstruir o estreito de Ormuz, dizendo que vai desobstruir, mas cada navio o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Antigamente, isso se chamava pirataria. Um estado importante como os EUA, por muito tempo combateu a pirataria, não volte agora a virar pirata".
Dois dias antes, Lula já havia alertado Trump sobre a necessidade de não interferir nas eleições brasileiras, reafirmando a soberania nacional. Ele enfatizou que Trump poderia ter suas preferências eleitorais, mas que não deveria intervir nas questões internas do Brasil: "As eleições do Brasil são um problema do Brasil, como as eleições americanas são um problema deles". Essas declarações podem ter exacerbado ainda mais a RELAÇÃO já tensa ENTRE os dois líderes, especialmente com a iminência de novas tarifas comerciais.
Diante desse cenário, Lula e Trump parecem estar se encaminhando para um período de mais impasses diplomáticos e políticos, refletindo a complexidade das relações ENTRE Brasil e Estados Unidos.