Controvérsias envolvendo contratações de artistas para apresentações públicas motivaram discursos de deputados da Alepe na reunião plenária desta quinta-feira. Os parlamentares questionaram os altos cachês pagos por prefeituras durante os grandes eventos e repercutiram a proposta de proibição de shows direcionados ao público infantojuvenil que contenham apologia ao crime e às drogas.
Os deputados abordaram temas como adoção de recém-nascidos, educação no Agreste, investimentos em infraestrutura, saúde pública, acessibilidade e preservação do patrimônio histórico no Estado. O deputado Cleiton Collins criticou os altos cachês pagos pelas prefeituras em eventos culturais e shows durante festividades como Carnaval, São João e Réveillon. Ele citou dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos nos Municípios que apontam que, em 2025, Luan Santana e Gusttavo Lima receberam valores de cerca de R$ 1 milhão.
O deputado Junior Tércio repercutiu a decretação da prisão preventiva do músico Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam. O artista carioca da cena do trap foi indiciado por sete crimes e por tentar impedir a apreensão de um adolescente procurado por tráfico e roubo. Segundo o parlamentar, as músicas do rapper representam “uma ameaça à família e fazem apologia ao crime e às drogas”.
O deputado Romero Sales Filho destacou a importância de ampliar a adoção de recém-nascidos e mencionou a realização de eventos que visam promover a conscientização sobre essa questão. Além disso, os deputados discutiram outros temas importantes para o Estado, como educação, saúde pública e preservação do patrimônio histórico.


