Na manhã desta quarta-feira (29), parte do teto da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) do Hospital da Restauração (HR), localizado no Recife, desabou, atingindo uma paciente de 61 anos que estava em recuperação após uma cirurgia. O acidente ocorreu em uma área que não estava incluída nas obras de requalificação que estão em andamento na unidade, o que gerou preocupação sobre a segurança do local.
Durante o incidente, 11 pessoas estavam na sala e foram rapidamente transferidas para outros setores do hospital. Imagens que começaram a circular nas redes sociais mostraram uma quantidade considerável de entulho e um buraco no teto, próximo a pacientes intubados. Como resultado, parte da SRPA foi interditada para uma revisão estrutural, o que levou à suspensão das cirurgias eletivas programadas para a tarde.
O secretário da Controladoria-Geral do Estado, Renato Cirne, confirmou que a área afetada ainda não havia sido contemplada pelas obras em andamento e anunciou a abertura de uma investigação administrativa. Esta investigação incluirá uma perícia da Polícia Científica, além de uma auditoria técnica da equipe responsável pelas obras. Caso se verifique uma relação entre o desabamento e os trabalhos de manutenção, a empresa responsável poderá ser convocada para prestar esclarecimentos.
De acordo com a Secretaria, há obras em execução no pavimento diretamente acima do local onde ocorreu o acidente. No mesmo dia, um levantamento realizado pelo Portal da Transparência revelou que a atual gestão investiu aproximadamente R$ 54 milhões no Hospital da Restauração desde 2023, um valor que é 23 vezes maior que os R$ 2,4 milhões aplicados entre 2015 e 2022, durante a gestão anterior.
Entretanto, publicações da oposição nas redes sociais utilizaram informações distorcidas para atribuir o desabamento à escolha do governo de priorizar reformas superficiais em detrimento de intervenções estruturais. Essas postagens chegaram a insinuar que a queda do teto foi uma consequência direta dessa decisão.
O Hospital da Restauração é uma referência em urgência e emergência nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e já enfrentou outros casos de desabamento de forro em gestões passadas, o que torna a situação atual ainda mais preocupante para a população que depende dos serviços oferecidos pela unidade.