Desafios persistem no acesso a direitos das mulheres no Brasil, aponta estudo do Banco Mundial

No Dia Internacional da Mulher, estudo revela avanços para o empreendedorismo feminino no Brasil, mas ainda existem barreiras que mantêm desigualdades.
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No Dia Internacional da Mulher, o Banco Mundial divulgou o estudo Mulheres, Empresas e Direito de 2026, que mostra avanços no ambiente de negócios para o empreendedorismo feminino. No entanto, barreiras persistentes ainda tornam o cenário desigual e fragilizado.

A diretora do Banco Mundial para o Brasil, Cécile Fruman, destacou que, embora dois de cada três países tenham direitos legais semelhantes para homens e mulheres, em nenhuma das 190 nações abordadas no estudo, as mulheres desfrutam da legislação com igualdade. No Brasil, menos da metade das mulheres tem acesso a crédito, e apenas 53% conta com serviços de cuidados infantis.

A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, trouxe avanços no Poder Judiciário brasileiro, criando juizados e delegacias especializadas em violência doméstica. Contudo, os índices de violência não diminuíram, embora tenham se tornado mais visíveis. É necessário fortalecer políticas que reconheçam as desigualdades interseccionais enfrentadas por mulheres de diferentes contextos sociais.

O estudo da consultoria Bain & Company revelou que, entre 2019 e 2024, a presença de mulheres como CEOs nas 250 maiores empresas do Brasil dobrou. Apesar disso, ainda há uma necessidade urgente de ampliar as oportunidades para que as mulheres possam ascender em suas carreiras, além de garantir acesso a crédito e assistência gerencial.

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