RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Descoberta de Fósseis no Acre amplia conhecimento sobre macacos do Mioceno

Fósseis de 11 milhões de anos encontrados no Acre revelam duas novas espécies de macacos, aumentando a diversidade conhecida de primatas na Amazônia. Pesquisadores...

Uma equipe de cientistas fez uma importante descoberta na região do Acre, onde foram encontrados fósseis de macacos datados em aproximadamente 11 milhões de anos. Os restos, que incluem quatro dentes e um fragmento do osso do tarso, pertencem à formação geológica Solimões Superior e ampliam consideravelmente a diversidade de primatas do Mioceno na Amazônia brasileira. Essa descoberta resulta na identificação de duas novas espécies: Migmacebus juruaensis e Parabrachyteles vesperus.

A caracterização dessas espécies foi possibilitada por meio de técnicas avançadas como tomografia computadorizada de alta precisão e fotografia óptica dos fósseis. Os estudos indicam que Parabrachyteles vesperus, com peso aproximado de 6 quilos, tinha uma dieta rica em folhas e alimentos fibrosos, similar à dos muriquis. Já a espécie Migmacebus juruaensis, que pesava cerca de 1 quilo, se alimentava predominantemente de frutas e objetos duros, assemelhando-se a macacos como o macaco-prego e o parauacu.

O artigo que documenta essa pesquisa foi publicado no Journal of Mammalian Evolution, e a descrição de Parabrachyteles sugere uma nova perspectiva sobre a evolução dos muriquis. Por sua vez, Migmacebus é descrito como uma “quimera morfológica” que combina características de macacos-esquilo e macacos-prego. Laurent Marivaux, um dos autores do estudo e pesquisador da Universidade de Montpellier, ressalta que a descoberta de um ancestral próximo dos muriquis na Amazônia Ocidental altera significativamente a compreensão sobre a distribuição histórica desse grupo, que atualmente está restrito à Mata Atlântica.

Esses fósseis são resultado de uma colaboração de longa data entre pesquisadores brasileiros e internacionais. O trabalho de campo na região é desafiador devido ao calor intenso e às altas temperaturas do verão amazônico, fatores que dificultam a prospecção e explicam a escassez de fósseis de primatas na Amazônia. Marivaux enfatiza que cada nova descoberta não apenas responde a perguntas existentes, mas também gera novas indagações sobre a origem e a dispersão dos primatas na América do Sul, além de como as transformações ambientais influenciaram sua evolução.

O artigo intitulado "New records of platyrrhine primates (Atelidae and Cebidae) from the Miocene of Western Amazonia, State of Acre, Brazil" está disponível online. A publicação foi realizada em 17 de agosto de 2026, às 8h00.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.