A diplomacia é regida por um dogma que afirma que os Estados não se movem por princípios, mas por interesses. Isso faz sentido, desde que os interesses sejam considerados a longo prazo e dentro de um contexto amplo, sem rasgar os princípios. Exemplos da realpolitik de Henry Kissinger, que aproximou os Estados Unidos da China, contrastam com o pacifismo de Neville Chamberlain, que aceitou o acordo de Munique, resultando em consequências diversas.
A aceitação do regime chinês por Estados democráticos requer um entendimento histórico. No início do século XX, Sun Yat-Sen e o Kuomintang proclamaram a república, firmando um acordo com a URSS e o Partido Comunista. A guerra civil resultou em milhões de mortes, sendo interrompida pela invasão japonesa e pela Segunda Guerra Mundial. Mao Tsé-Tung emergiu como líder, unificando a China, mas com um alto custo humano.
Durante a visita do Presidente Sarney à China, Deng Xiaoping já havia iniciado a liberalização econômica. Naquela época, a economia chinesa era menor que a brasileira, mas atualmente a China é uma potência reconhecida, apesar das violações de direitos humanos que ocorrem. No Brasil, a situação também é preocupante, com relatos de abusos.
O caso das exigências de Hitler à Tchecoslováquia em 1938 ilustra outro aspecto da diplomacia. A França e a Inglaterra, temendo a guerra, pressionaram a Tchecoslováquia a aceitar as exigências alemãs, o que culminou no encontro em Munique. A incerteza sobre a palavra de Hitler preocupou os líderes europeus, mostrando como a diplomacia pode ser desafiadora em contextos de tensão.


