O diretor da Unafisco, Kléber Cabral, afirmou que o auditor da Receita Federal, Ricardo Mansano de Moraes, foi alvo de um 'falso positivo' na investigação do STF sobre a quebra de sigilo fiscal de ministros do Supremo e de seus familiares. Cabral fez a declaração em entrevista, destacando que a verificação de movimentações suspeitas não foi realizada de forma adequada pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ministro autorizou buscas e apreensões de bens de quatro funcionários públicos do Fisco na terça-feira, 17 de fevereiro. A operação, que faz parte do inquérito das chamadas fake news, foi conduzida pela Polícia Federal em diversos estados e tramita em sigilo desde 2019.
Cabral explicou que Mansano acessou informações que não deveria, mas seu interesse era verificar uma relação familiar com uma pessoa conhecida, o que não justificaria a acusação de vazamento. O auditor, afastado de suas funções, tinha um salário elevado e enfrentou medidas restritivas, como a quebra de sigilos e uso de tornozeleira eletrônica.
Além de Mansano, outros três servidores estão sendo investigados. A Unafisco e outros órgãos criticam a situação, destacando que a abordagem da Polícia Federal foi desproporcional para um profissional sem histórico de irregularidades.


