O meia Dodô não faz mais parte do elenco do Náutico após conseguir a rescisão indireta de seu contrato. A decisão vem após um longo imbróglio que envolveu sua permanência no clube, onde ele havia sido reintegrado e estava nos planos para a disputa da Série B.
A rescisão foi oficializada e já consta no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Com isso, o jogador agora se prepara para atuar pelo Jeonbuk Hyundai Motors, time da Coreia do Sul. A transação foi facilitada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que é ligada à CBF.
Para que a rescisão fosse aprovada, a equipe de Dodô solicitou que o Náutico comprovasse o pagamento de R$ 800 mil, valor que deveria ser pago à vista, conforme um acordo anterior com o Coimbra. Além disso, o clube deveria apresentar uma proposta formal de contrato de trabalho ao jogador, o que não ocorreu.
A situação de Dodô no Náutico se complicou após o jogador faltar a treinos, levando a diretoria a notificá-lo e a prometer punições. O presidente do clube, Hélio, havia declarado que o atleta não queria continuar, mas que não poderia liberar sua saída sem que as condições fossem atendidas.
A saída de Dodô representa uma mudança significativa para o clube, que agora deve reavaliar suas opções para o meio de campo na sequência da competição. A rescisão também levanta questões sobre a gestão de contratos e a maneira como o Náutico lida com conflitos internos, especialmente em um momento crucial da temporada.