O dólar comercial registrou uma alta de 0,29% nesta quarta-feira, dia 24 de junho de 2026, e finalizou o pregão cotado a R$ 5,202. Durante o dia, a moeda norte-americana alcançou a mínima de R$ 5,188 e a máxima de R$ 5,222, atingindo seu maior valor desde 30 de março. Por sua vez, o Ibovespa, índice mais importante da B3, caiu 0,36%, fechando a 170.635,73 pontos.
No decorrer da sessão, o Ibovespa apresentou oscilações, variando entre 169.668,34 pontos e 171.342,05 pontos, após ter iniciado o dia aos 171.256,00 pontos. Na análise semanal, o índice acumula uma alta de 1,37%, saindo de 168.333,95 pontos no início da semana para os 170.635,73 pontos ao final do dia. Em contrapartida, o dólar também apresenta uma alta acumulada de 1,19%, subindo de R$ 5,141 no começo da semana para R$ 5,202 ao fechamento de hoje.
As movimentações no mercado refletem a reação dos investidores à possibilidade de manutenção das taxas de juros elevadas por um período prolongado nos EUA. O Federal Reserve indicou, em comunicado recente, que a inflação continua a exigir cautela, sugerindo que o início do ciclo de cortes nas taxas pode ser adiado.
Além disso, há especulações sobre um possível aumento das taxas de juros norte-americanas, uma vez que a inflação se mantém resistente em certos componentes de serviços e o mercado de trabalho permanece aquecido. Esse cenário pode fortalecer o dólar em nível global e aumentar a aversão ao risco, impactando negativamente moedas emergentes e índices como o Ibovespa.
O mercado também esteve atento à significativa queda recente das ações de tecnologia, que afetou o ânimo global dos investidores ao longo da sessão. Esse movimento refletiu uma aversão ao risco, resultando na realização de lucros em papéis que haviam passado por uma forte valorização.