O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (8) que o cessar-fogo com o Irã chegou ao fim. A declaração foi feita durante a cúpula da OTAN, realizada em Ancara, Turquia, onde Trump enfatizou que, em sua opinião, o acordo já não faz sentido. Ele mencionou que as negociações com o Irã poderiam prosseguir, mas que a situação atual tornou o cessar-fogo insustentável devido a novos ataques iranianos contra navios comerciais próximos ao Estreito de Ormuz.
O histórico do cessar-fogo entre os EUA e o Irã remonta a 28 de fevereiro de 2026, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques a instalações iranianas. O primeiro cessar-fogo foi mediado pelo Paquistão em 7 de abril, pouco antes do prazo estipulado por Trump para a destruição de pontes e usinas de energia no Irã. Desde então, o acordo foi repetidamente violado por ambas as partes.
Em 21 de abril de 2026, Trump prorrogou o cessar-fogo indefinidamente, justificando a decisão com a fragmentação do governo iraniano. Novas condições foram estabelecidas em 12 de junho, e em 17 de junho, os presidentes dos dois países firmaram um memorando de entendimento em Islamabad, que previa 60 dias para negociar os termos de um acordo de paz definitivo.
A situação se deteriorou com os novos ataques realizados pelo Comando Central dos EUA, que visaram depósitos de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar e posições de defesa antiaérea. O Comando classificou esses ataques como uma resposta direta à agressão contínua do Irã, que incluiu ações contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O Centcom ressaltou que os ataques iranianos são uma violação clara do cessar-fogo.
A morte do Supremo Líder iraniano, Ali Khamenei, em um ataque aéreo americano no início do conflito também teve um impacto significativo. Seu funeral, realizado na segunda-feira (6), contou com manifestações em Teerã, onde multidões clamaram pela morte de Trump e prometeram vingança. O conflito já custou aos Estados Unidos cerca de 29 bilhões de dólares em operações militares, conforme estimativas do Pentágono.
Recentemente, o preço médio da gasolina nos EUA atingiu 4,39 dólares por galão, representando um aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa alta é reflexo do fechamento parcial do Estreito de Ormuz, que é responsável pela passagem de 20% a 25% da produção mundial de petróleo.