O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo está em diálogo com sete países para garantir a abertura do Estreito de Ormuz e a segurança da rota petrolífera. Em declaração a bordo do Air Force One, Trump enfatizou que as nações dependentes do petróleo do Golfo têm a responsabilidade de proteger a região. Ele exigiu que esses países participem da proteção de seu próprio território, uma vez que a energia provém dessa área.
O conflito com o Irã continua a desestabilizar o mercado global de petróleo e aliados estratégicos, como Japão e Austrália, já informaram que não planejam enviar embarcações militares ao Oriente Médio. Trump havia expressado, anteriormente, sua expectativa de que países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviassem navios de guerra para a região.
Além disso, Trump intensificou a pressão sobre a Otan e a União Europeia, alertando que a aliança enfrentaria um futuro complicado caso não apoie os EUA no confronto com o Irã. Enquanto isso, ministros das Relações Exteriores europeus se reúnem para discutir o reforço de uma pequena missão naval no Oriente Médio, mas não há expectativa de que o bloco amplie sua atuação no Estreito de Ormuz.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o premiê canadense, Mark Carney, debateram a situação do estreito. A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou que, devido à Constituição pacifista do seu país, não há planos para enviar embarcações militares. A Austrália também confirmou que não pretende ajudar na reabertura do estreito, destacando a importância da situação, mas afirmando que não foi solicitado apoio nesse sentido.