Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou em sua plataforma Truth Social que o país possui um robusto estoque de munições, desafiando as notícias que indicam uma diminuição nas reservas de armamentos. Em sua afirmação, feita no dia 6 de outubro, ele ameaçou com penas de prisão aqueles que alegarem o oposto, destacando que os EUA têm "quantidades maciças de 'munições', especialmente de certos tipos".
O republicano criticou a cobertura da imprensa, que reportou sobre a escassez de munições e mísseis guiados. Trump enfatizou que, além do estoque existente, grandes volumes de munições estão sendo fabricados e enviados ao país conforme necessário. Ele também mencionou que as empresas de defesa estão aumentando suas instalações e capacidades produtivas, em um nível sem precedentes na história americana.
Recentemente, o jornal Washington Post reportou que o presidente questionou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, sobre a situação dos estoques de munições durante uma reunião em Camp David. Segundo informações, Trump acreditava que o problema da escassez já estava solucionado, embora a situação tenha levado a um cancelamento de novos ataques contra o Irã, uma vez que as forças militares dos EUA enfrentam uma redução drástica em suas reservas de mísseis interceptadores THAAD, que estariam esgotadas em 80%.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou as reportagens como "FAKE NEWS!", defendendo a posição de Trump. Ela reiterou que os Estados Unidos possuem mais munições do que qualquer outro país e que a produção atual é a mais alta já registrada. Detalhes sobre a quantidade exata de munições restantes, no entanto, não foram divulgados.
Uma fonte familiarizada com a situação afirmou que, apesar do uso intenso de armas de precisão, os Estados Unidos estão em condições de reabastecer seus estoques. O Comando Central, que supervisiona as operações militares no Oriente Médio, tem conseguido realizar reposições a partir de estoques localizados em outras regiões do mundo.
Trump também alertou que, caso a escassez de mísseis de longo alcance persista, isso poderá forçá-lo a adotar estratégias mais arriscadas, como o uso de bombardeios tripulados.