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Donald Trump destaca suas ações na América Latina e menciona Brasil como desafio em 2026

Em recente postagem na Truth Social, Donald Trump elogiou suas intervenções na América Latina, citando o Brasil como o principal desafio político para 2026....

Donald Trump utilizou sua plataforma Truth Social para compartilhar um artigo que detalha suas intervenções na América Latina, caracterizando-as como uma série de conquistas políticas. O texto destaca o Brasil como o maior teste de sua influência no continente, especialmente em relação às eleições de 2026. O compartilhamento acontece logo após a vitória de Abelardo de la Espriella Na Colômbia, levantando questões sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de forma justa por todos os lados.

O padrão de atuação de Trump na América Latina é bem documentado. Em julho de 2025, ele anunciou tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, justificando a medida pela suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado em setembro do mesmo ano por seu papel em uma tentativa de golpe que visava anular os resultados das eleições de 2022.

Na Colômbia, Trump manifestou apoio ao candidato de direita Nasry Asfura, que venceu o segundo turno em novembro, apenas 24 dias após o fechamento das urnas, em um cenário que contou com alegações de irregularidades. Na Argentina, o governo dos Estados Unidos anunciou um pacote de aproximadamente 40 bilhões de dólares para apoiar aliados de Javier Milei, em um movimento que antecede as eleições legislativas de outubro de 2025. Em Honduras, Trump declarou apoio a Espriella dois dias após o primeiro turno de maio, enquanto No Paraguai, o governo de Santiago Peña se alinha cada vez mais com os interesses norte-americanos.

A Casa Branca já havia se pronunciado sobre a situação no Brasil. Em julho de 2025, uma declaração oficial indicava que as ações do governo Lula contra Bolsonaro poderiam comprometer a realização de uma eleição presidencial livre e justa em 2026. O tratamento dado ao ex-presidente foi considerado uma ameaça ao Estado de direito no país, além de ser associado a violações de direitos humanos.

As eleições de 2026 estão previstas para opor o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, que já foi recebido por Trump no Salão Oval em março de 2026, momento em que o ex-presidente se referiu a ele como um "jovem inteligente que ama seu país". Ambos são considerados os principais candidatos para a disputa, que ocorre em meio a novas tarifas sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo americano.

Em março deste ano, Trump organizou um encontro em Mar-a-Lago com líderes da América Latina que são aliados de Washington, excluindo Lula, Gustavo Petro e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum. O evento contou com a presença de Milei, Noboa, Peña, José Antonio Kast, e outros líderes conservadores, sinalizando a intenção de formar uma rede política transnacional focada em segurança, combate ao narcoterrorismo e contenção da influência chinesa.

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