O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pedido diretamente ao chefe da Fifa, Gianni Infantino, para que a entidade reconsiderasse a suspensão do atacante da seleção norte-americana, Folarin Balogun. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Ben Jacobs e posteriormente confirmada por outros veículos de comunicação.
Balogun recebeu um cartão vermelho durante a partida entre os EUA e a Bósnia e Herzegovina, realizada em 1º de julho, e, com isso, ficaria fora das oitavas de final, já que a suspensão era automática, conforme estabelece o artigo 10.5 do Regulamento da Copa do Mundo da Fifa. Os EUA se preparam para enfrentar a Bélgica na segunda-feira, dia 6 de julho de 2026, às 21h, horário de Brasília. O atleta é o artilheiro da equipe no torneio, tendo marcado três gols até o momento.
No entanto, o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu pela revogação da suspensão. A punição foi imposta com base nos artigos 14 e 66 do Código Disciplinar, mas sua execução foi suspensa devido ao artigo 27 do mesmo código. Essa suspensão é de caráter probatório e terá duração de um ano. Caso Balogun cometa outra infração grave nesse período, a punição original será reativada.
Após o anúncio da decisão, Trump expressou seu agradecimento à Fifa por ter tomado uma atitude justa ao reverter o que chamou de uma grande injustiça, utilizando sua conta na Truth Social. O perfil oficial da Casa Branca também comemorou a decisão de suspender a punição imposta ao jogador.
A Fifa decidiu suspender os efeitos do cartão vermelho que Balogun recebeu, fundamentando-se no artigo 27 do Código Disciplinar da entidade. Este artigo permite que o órgão judicial da Fifa suspenda total ou parcialmente a aplicação de sanções disciplinares, estabelecendo um período de prova de um a quatro anos para a pessoa sancionada. Se houver uma nova infração de natureza semelhante durante esse intervalo, a suspensão será revogada e a sanção original será aplicada, podendo ainda haver sanções adicionais.
A Copa do Mundo é um evento privado promovido pela Fifa, realizado a cada quatro anos, onde as seleções se classificam por meio de eliminatórias. No Brasil, a definição de treinador e jogadores da seleção cabe à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que é uma entidade privada sem vínculo direto com o governo federal. Assim, o governo do Brasil não exerce influência sobre a seleção que participa do torneio, representando uma equipe de futebol escolhida por uma organização privada.