Edinho Silva afirmou neste domingo que o PT (Partido dos Trabalhadores) não vai apoiar ataques autoritários aos ministros do stf, mesmo reconhecendo a urgência de uma reforma no Judiciário. Ele destacou a necessidade de mudanças profundas nas instituições brasileiras, mas ressaltou que o partido “não vai fazer coro com nenhum oportunismo autoritário”.
A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master na última quinta-feira foi atribuída a indicações presentes em um relatório da Polícia Federal. O documento mostrou mensagens no celular de Daniel Vorcaro, fundador da instituição, que mencionavam Toffoli. O novo relator, André Mendonça, foi escolhido por sorteio.
Silva enfatizou que os fatos devem ser apurados, mas criticou o “ataque” aos magistrados sem direito de defesa, argumentando que isso enfraquece o Judiciário. Ele também alertou que tais críticas alimentam o antissistema e abrem espaço para práticas autoritárias.
A decisão de Toffoli ocorreu após uma reunião com outros integrantes do stf, que analisaram as denúncias com base no material fornecido pela investigação.


