O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação adiou o lançamento do edital para a compra do novo supercomputador nacional, que é peça central do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. O novo cronograma prevê o lançamento para o fim de março ou início de abril de 2026, enquanto a equipe técnica havia estimado o início do processo para outubro de 2025.
Um dos principais motivos para o atraso foi a escolha do local de instalação da máquina. O governo decidiu descartar o Laboratório Nacional de Computação Científica, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, devido ao alto custo de energia e limitações na infraestrutura elétrica. Atualmente, o data center da Telebras, em Brasília, é o principal local considerado para a instalação, pois possui uma infraestrutura elétrica mais robusta.
O supercomputador, ainda sem nome definido, é a principal infraestrutura do PBIA e visa ampliar a capacidade nacional em inteligência artificial. O investimento total no projeto é de cerca de R$ 23 bilhões até 2028, com R$ 1,8 bilhão destinados apenas ao supercomputador. O objetivo é que o Brasil esteja entre os cinco países com maior capacidade de supercomputação até 2028.
O novo supercomputador permitirá a realização de tarefas que atualmente demandam dias de processamento em menos tempo. Além disso, servirá como base para uma “nuvem governamental”, garantindo maior controle sobre dados sensíveis de órgãos públicos e reduzindo a dependência de provedores estrangeiros.