Na postagem, Eduardo Bolsonaro insinuou que a decisão do presidente poderia estar relacionada ao desejo de que as tarifas sejam impostas, mesmo que isso traga custos adicionais aos brasileiros. “Lula não inscreveu ninguém na audiência pública, pois deseja as tarifas, mesmo que você pague o preço por isso”, escreveu.
Na audiência, apenas membros da embaixada do Brasil em Washington estavam presentes, mas atuando apenas como observadores. A última reunião entre o governo Lula e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ocorreu na quinta-feira (2.jul), e o USTR tem até o dia 15 de julho para anunciar sua decisão final sobre as tarifas.
O senador Flávio Bolsonaro viajou até Washington com o intuito de participar da audiência e, nesta terça-feira, anunciou que permanecerá nos Estados Unidos até a quinta-feira (9.jul) para realizar reuniões nas quais apresentará argumentos contrários à imposição das tarifas. Durante a audiência, ele se sentou ao lado de Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), que fez uma apresentação em nome da CNI (Confederação Nacional da Indústria), da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).