O ex-deputado federal Eduardo Cunha, do Republicanos, reagiu a uma declaração do governador de Minas Gerais, Mateus Simões, do PSD, que o chamou de "cadáver" durante a convenção estadual do partido. Em uma postagem nas redes sociais, Cunha se disse alvo de uma agressão "de forma baixa" e atacou Simões, mencionando que ele é um "forte candidato a ser o quinto lugar da eleição" em 2026.
As trocas de farpas ocorreram após Simões, que foi oficializado como candidato à reeleição, criticar a polarização política e como isso tem atrasado a definição das chapas para as próximas eleições. O governador afirmou que essa situação favorece "oportunistas" e questionou a presença de Cunha nas disputas políticas em Minas Gerais, referindo-se a ele como um "presidiário cassado" do Rio de Janeiro.
Em sua resposta, Cunha disse que Simões o atacou sem justificativa e que o vice-governador de Minas, que assumiu o governo sem ter recebido votos, está agindo por desespero diante de sua "isolação política". O ex-deputado enfatizou que Simões enfrentará uma "acachapante derrota".
Cunha também negou qualquer participação nas articulações políticas do Republicanos em Minas Gerais, esclarecendo que as decisões sobre candidaturas são tomadas pela cúpula do partido, da qual ele não faz parte. Ele ressaltou que não tem envolvimento nas discussões sobre a candidatura ao governo ou apoio a outros candidatos.
Além disso, Cunha criticou a popularidade de Simões, afirmando que ele está tão isolado que mesmo os candidatos de sua bancada não trabalharão para sua reeleição, pois ninguém nas bases deseja apoiá-lo. "Os mineiros merecem algo melhor do que ele, e isso não será difícil, pois ele é muito ruim", concluiu Cunha, referindo-se à situação política do governador.
O ex-deputado está sob investigação pela Polícia Federal, que apura a suposta destinação de R$ 6,1 milhões em recursos, um detalhe que pode influenciar sua imagem nas eleições vindouras, mas não foi abordado diretamente em sua resposta ao governador.