O candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), enfatizou, em um evento realizado no último sábado, 22, no Estádio Moça Bonita, em Bangu, que sua união com o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é motivada pelo desejo de revitalizar o estado fluminense. "O que nos une hoje, respeitando as nossas diferenças, é o desejo de salvar o Rio e a compreensão de que o Brasil não se salva se o Rio não se salvar", declarou Paes.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, que tem uma longa trajetória de aliança com Lula, afirmou que não participaria de palanques com o candidato Ronaldo Caiado (PSD) e o vice Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Durante o ato, ele recordou sua amizade com Lula e a aliança que começou em 2008, ressaltando que as funções de Estado não têm sido cumpridas adequadamente. "O que nos uniu em 2008 foi uma compreensão para a gente salvar a cidade do Rio de Janeiro", disse.
Uma Pesquisa do Datafolha divulgada na última sexta-feira, 21, revelou que Paes lidera a corrida pelo governo fluminense, com 41% das intenções de voto. Douglas Ruas (PL), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ocupa a segunda posição, com 19%, enquanto o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) aparece com 9%.
Durante seu discurso, Paes criticou a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo em março deste ano. Atualmente, o governador interino é o desembargador Ricardo Couto. O candidato do PSD afirmou que o crime organizado tomou conta do Palácio Guanabara, ressaltando que a situação não é pior devido à atuação da Polícia Federal. "A eleição de 2018 elegeu um vagabundo, Wilson Witzel, é da turma deles", disparou Paes, referindo-se à administração anterior.
A mensagem de Paes reflete um apelo por mudanças e a necessidade de um governo que atenda às demandas do Rio de Janeiro, destacando a importância da colaboração entre as esferas federal e estadual para a recuperação do estado.