Educação em Pernambuco: Revogação Urgente Após Proposta Polêmica de Sorteio em Escolas Técnicas

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A Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) anulou uma portaria que propunha a seleção de alunos para o ensino médio técnico por sorteio. A medida, que revogava uma determinação anterior baseada em critérios meritocráticos, gerou forte reação e levanta questionamentos sobre a sintonia entre servidores e a política educacional do estado.

A proposta causou surpresa e levanta discussões sobre o comprometimento com o modelo de educação de tempo integral, que custou bilhões em investimentos ao longo de duas décadas. A seleção por sorteio contraria a tradição de meritocracia implementada desde o governo Jarbas Vasconcelos.

O secretário de Educação deverá explicar à governadora as providências internas tomadas após a repercussão negativa, que culminou na suspensão do projeto em menos de seis horas. Centenas de professores e educadores manifestaram espanto diante da ideia.

A proposta de escolher quase 10 mil alunos para as escolas técnicas estaduais (ETEs) por meio de sorteio eletrônico vai de encontro ao investimento do governo em um modelo educacional baseado no mérito e no esforço dos estudantes. A ideia seria a negação do trabalho de milhares de professores, que têm o foco na transformação da educação.

Questiona-se como a proposta evoluiu dentro da SEE a ponto de ser autorizada pelo secretário. A repercussão da medida expôs uma fragilidade nos processos internos da secretaria, com a pergunta: Pernambuco pretende dar acesso a um aluno da rede pública por um sistema semelhante a um sorteio de uma plataforma de apostas?

O governo Raquel Lyra, que prioriza a educação, passaria um sinal negativo aos municípios e ao Governo Federal caso a proposta fosse adiante. A expectativa é que o episódio sirva de aprendizado para que propostas semelhantes não encontrem espaço na SEE.

A educação, que exige investimento de longo prazo e foco na meritocracia, não pode ser avaliada por sorteio. A frustração gerada entre os profissionais da área, que se dedicam a melhorar os índices educacionais, reforça a necessidade de uma análise estratégica por parte da governadora.

O caso remete a outras iniciativas controversas, como o sorteio de imóveis no programa Minha Casa Minha Vida, que desconsidera a importância das redes sociais construídas em comunidades. No contexto educacional, a dependência de um sorteio para acessar uma escola de qualidade pode ter um impacto ainda maior sobre os jovens.

Após seu retorno de viagem, a governadora deverá se reunir com a equipe da área de educação para ouvir explicações e tomar medidas para evitar a recorrência de propostas semelhantes, visando a melhoria contínua dos processos e a preservação da imagem do governo.

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