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Eleições: Joe Biden escolhe Kamala Harris para vice-presidente

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Se o candidato democrata vencer, a senadora da Califórnia será a primeira mulher negra a ocupar o cargo de vice-presidente dos EUA.

Joe Biden anunciou, nesta terça-feira, Kamala Harris como a sua parceira na corrida às presidenciais dos Estados Unidos.

A senadora da Califórnia, de 55 anos, é a primeira mulher negra a ser nomeada por um dos dois maiores partidos norte-americanos.

A escolha de Biden surge numa altura em que o país luta pelo fim do racismo e da brutalidade policial. Harris, que se tornou a segunda mulher negra do Senado – em 2016 – será responsável por ajudar a impulsionar o voto afro-americano, o eleitorado mais leal do partido.

Há quatro anos, a queda na participação eleitoral da comunidade negra contribuiu para a derrota de Hillary Clinton, tendo sido eleito Donald Trump.

Kamala Harris candidatou-se às eleições primárias do Partido Democrata, acabando por desistir em dezembro.

Joe Biden já tinha defendido, em março, que gostaria de ter uma mulher na sua equipe. 

Através do Twitter, Kamala Harris reagiu ao anúncio, afirmando que é “uma honra ser vice-presidente” de Biden.

“Joe Biden pode unir o povo americano porque passou a vida lutando por nós. Como presidente, irá construir uma América que vive à altura dos nossos ideais. É uma honra ser a sua parceira de corrida como vice-presidente”, afirmou.

Harris e Biden devem fazer declarações na quarta-feira em Wilmington, no estado de Delaware.

As eleições presidenciais norte-americanas decorrem no dia 3 de novembro de 2020.

Por Notícias ao Minuto

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Bolsonaro e Trump levam prêmio de mais irrelevantes por gestão da covid

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O brasileiro e o norte-americano tão entre os vencedores da 30ª edição do Prêmio IgNobel

presidente brasileiro Jair Bolsonaro e seu colega norte-americano Donald Trump estão entre os vencedores da 30ª edição do Prêmio IgNobel, que aponta os fatos mais irrelevantes ou inusitados da ciência mundial. A “homenagem” foi feita nessa quinta-feira, 17, pela condução da crise da pandemia do novo coronavírus feita por esses governantes.

Os dois países concentram cerca de 335 mil mortes pela covid-19, o que representa 35% das vítimas registradas em todo o planeta. Ao longo da maior crise sanitária do último século, Bolsonaro e Trump foram alvo de críticas de especialistas ao refutarem o isolamento social para frear o contágio e defender a cloroquina contra o coronavírus, embora as pesquisas provem que o remédio não tem eficácia contra a doença.

Em uma cerimônia virtual e não desde sua sede tradicional, o Teatro Sanders da Universidade Harvard (EUA), também ganharam esse “prêmio” na categoria Educação Médica os líderes Andrés Manuel López Obrador (México) Aleksandr Lukashenko (Bielorrússsia), Narendra Modi (Índia), Vladímir Putin (Rússia) e Gurbanguly Berdimuhamedow (Turcomenistão).

“Os ganhadores não puderam ou não quiseram nos acompanhar esta noite”, disse o apresentador do evento, recordando em 2013 Lukashenko já havia recebido o IgNobel da Paz por “proibir o aplauso em público”. No lugar de espectadores, uma réplica animada do teatro se encheu de insetos que lançavam aviões de papel e aplaudiam. (Com agências internacionais).

Por Estadão Conteúdo

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Opas alerta para aumento dos casos nas Américas com retomada do turismo

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A Opas ainda destacou dois marcos alcançados pelas Américas na semana passada: mais de meio milhão de mortes e quase 15 milhões de casos de covid-19.

diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, alertou em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 16, para o aumento dos casos de covid-19 nas Américas com a reabertura das economias e das fronteiras. “Quando as pessoas viajam entre países, o vírus também vai. Estamos vendo isso no Caribe, onde vários países que praticamente não tiveram casos experimentaram picos de crescimento com a retomada do turismo”, afirmou.

Ela também disse que na América do Sul, as áreas da Colômbia ao longo da fronteira com a Venezuela viram os casos aumentar mais de dez vezes nas últimas duas semanas e que vê padrões semelhantes emergindo em áreas da Argentina.

Além de pedir cautela às pessoas que fazem viagens internacionais, Etienne falou da necessidade de as autoridades garantirem que infectados com o novo coronavírus, ou suspeitos de contágio, sejam rapidamente identificados e isolados, e tenham os seus contatos rastreados para reduzir as chances de contágio. “Todos os países devem trabalhar coletivamente para limitar as viagens daqueles que apresentam sintomas ativos ou que foram expostos recentemente”, acrescentou.

A Opas ainda destacou dois marcos alcançados pelas Américas na semana passada: mais de meio milhão de mortes e quase 15 milhões de casos de covid-19. “Nossa região começou a retomar a vida social e pública quase normal em um momento em que a covid-19 ainda requer grandes intervenções de controle”, disse a diretora da organização, acrescentando que a “abertura muito cedo dá a este vírus mais espaço para se espalhar, além de colocar nossas populações em maior risco”.

Etienne orientou que, com as reaberturas, medidas como lavagens das mãos e distanciamento social entre as pessoas devem ser reforçadas. “Elas (medidas de segurança contra o coronavírus) devem ser consideradas questão de responsabilidade cívica”.

Outro tema lembrado pela diretora da Opas foi as eleições, citando os pleitos de Bolívia, Brasil, Chile e Estados Unidos. “Alguns países estão se planejando para as eleições e se preparando para ajudar os cidadãos a exercer seu direito de voto sem sacrificar o direito à saúde. Por isso, um planejamento cuidadoso é necessário para garantir que os protocolos respondam à prevenção da propagação do vírus”, pediu.

Por Estadão Conteúdo

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“Nem sequer estamos no meio, estamos no início da pandemia”, alerta OMS

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Um dos peritos da organização afirmou também que só agora é que estamos começando a ver as consequências que a Covid-19 vai ter no mundo, a longo prazo.

Aconteceu nesta terça-feira mais uma videoconferência de imprensa na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça. Em direto para todo o mundo, o especialista da organização David Nabarro alertou que a pandemia está longe de terminar. 

“É muito pior do que qualquer pandemia da ficção científica. Isto é muito sério – nem sequer estamos no meio. Estamos no início da pandemia”, afirmou o perito, em resposta a um membro do Parlamento britânico, integrado no comitê de assuntos externos presente no Reino Unido. 

Para David Nabarro, também só agora é que estamos “começando a ver” as consequências que a Covid-19 vai provocar no mundo a longo prazo. “Está ficando cada vez mais horrível. À medida que vamos avançado para esta fase, é possível vermos esta situação, em particular, através da Europa, onde o novo vírus está voltando”, sublinhou. 

Reiterando se tratar de “uma situação terrível”, o especialista ainda refletiu: “Uma questão sanitária que cresceu tanto fora do nosso controle que está levando o mundo, não só para uma recessão, mas para uma enorme contração econômica que provavelmente vai duplicar o número de pessoas que vive em pobreza, que vai duplicar o número dos que estão subnutridos e levando centenas de milhões de pequenos negócios à falência”.

A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 929.391 mortos e mais de 29,3 milhões de casos de infecção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito hoje pela agência francesa AFP.

Por Notícias ao Minuto

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